Cardeal Pell diz que o texto do Sínodo é tendencioso, incompleto e que está sendo revisado

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16 Outubro 2014

Um documento-chave do Sínodo dos Bispos sobre a família, que pede que a Igreja faça mudanças radicais em sua abordagem pastoral para com os gays, divorciados e recasados no civil, foi criticado pelo cardeal George Pell como “tendencioso e incompleto”.

A reportagem é de Christopher Lamb, publicada por The Tablet, 15-10-2014. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

O texto – conhecido como “relatio” – foi divulgado durante o Sínodo e buscou resumir os debates do encontro até o momento. Foi descrito como um “terremoto pastoral” e sugere que a Igreja reconheça os aspectos positivos nas uniões fora do casamento.

Mas o cardeal Pell, um dos assessores próximos do Papa Francisco e responsável pelas reformas financeiras vaticanas, disse que o documento foi um “resumo incompleto” daquilo que os padres sinodais disseram e que precisava ser “melhorado e corrigido”.

Acrescentou que, depois que o relatório foi apresentado, três quartos dos participantes no plenário do Sínodo que fizeram intervenções manifestaram problemas com o texto.

“A questão da Comunhão para os divorciados e recasados é só a ponta do iceberg”, contou ao The Tablet. “Na busca por ser misericordioso, alguns querem tornar acessível o ensinamento católico sobre o matrimônio, o divórcio, as uniões civis e a homossexualidade numa direção radicalmente liberalizante, cujos frutos vemos noutras tradições cristãs”, falou.