“A situação é gravíssima, estamos diante do perigo de um grande cisma”, afirma Livieres

Mais Lidos

  • Quando a Igreja perde seus ministros: notas teológico-pastorais sobre a desistência presbiteral. Artigo de Eliseu Wisniewski

    LER MAIS
  • “Discursos desse tipo ameaçam a democracia de forma evidente, são discursos que criam desconfiança nas instituições, em um país como o Brasil, onde a democracia não voltou há muito tempo”, afirma o pesquisador

    Polarização política brasileira e o extremismo disfarçado de encanto. Entrevista especial com Paolo Demuru

    LER MAIS
  • Pesquisadores refletem sobre possíveis riscos e efeitos do El Niño em 2026 à luz das enchentes de 2024 e das ações realizadas pelo poder público nos últimos dois anos

    El Niño no RS: probabilidade de cheias é dobrada, mas há incerteza sobre a magnitude do fenômeno climático. Algumas análises

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Por: Jonas | 13 Outubro 2014

O ex-bispo de Ciudad del Este, Rogelio Livieres (foto), advertiu ontem que a Igreja Católica se encaminha para “um grande cisma”, em razão dos ‘ventos novos’ que pretendem aplicar e acusou setores jesuítas por esta situação.

 
Fonte: http://goo.gl/VBn0g9  

A reportagem é publicada por Religión Digital, 10-10-2014. A tradução é do Cepat.

“Dentro da Igreja, e ultimamente a partir de algumas de suas mais altas esferas, ‘sopram ventos novos’ que não são do Espírito Santo”, expressa em uma carta escrita em sua página web pessoal. “A situação é gravíssima e não sou eu o primeiro a advertir que, infelizmente, estamos diante do perigo de um grande cisma”, acrescentou.

Nesse contexto, menciona “com tristeza” o cardeal Walter Kasper, que em fevereiro passado advogou para que se permita dar a comunhão aos divorciados, o que na sua avaliação cria um desconcerto.

Enfatizou isso ao sustentar que “o cardeal Kasper e a revista jesuíta Civiltà Cattolica são ativos propulsores que lideram esta confusão”.

Livieres expressou sua preocupação com este novo rumo: “o que antes estava proibido como uma grave desobediência contra a lei de Deus, agora poderia ser abençoado em nome de sua misericórdia”.

Pediu orações pelo Papa Francisco (também jesuíta), cardeais e bispos e instou, inclusive, a estar dispostos a derramar o sangue “na defesa da promoção da família contra as tormentas do engano e a idolatria da liberdade sexual do homem frente a Deus”.

Após sua destituição, Livieres ainda conserva sua vestimenta de bispo, mas segundo determinação papal, só pode celebrar ofícios religiosos de forma privada.

Livieres ganhou notoriedade quando defendeu com firmeza sacerdotes estrangeiros que prestavam serviços em sua diocese, mas que recebiam acusações de abusos contra menores, entre eles o argentino Carlos Urrutigoity.

Quando o caso veio à luz, o ex-arcebispo de Assunção, dom Pastor Cuquejo, que renunciou por razões de idade, pediu a revisão do caso do citado sacerdote, o que motivou uma irada reação de Livieres, que acusou seu colega de homossexual.

Livieres também foi acusado de desviar fundos públicos doados para sua diocese, e de ordenar sacerdotes com poucos anos de estudo.

Em fins de julho, o Vaticano enviou uma missão de investigação composta por dois altos prelados. A partir do relatório da mesma, no dia 25 de setembro, conheceu-se a decisão do Papa Francisco em destituir de sua diocese o questionado bispo.

Em um comentário que apareceu hoje em seu blog pessoal na internet, o bispo questionou algumas novas orientações que, segundo disse, pretende-se seguir dentro da Igreja, especialmente em relação à família.