Assassinadas três irmãs anciãs religiosas italianas

Mais Lidos

  • Flávio Bolsonaro diz que usará maioria no Congresso para mudar a Constituição e redemocratizar o país

    LER MAIS
  • Teólogo jesuíta italiano ministra terceira videoconferência do Ciclo A teologia da encarnação profunda (deep incarnation), promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos - IHU, nesta quinta-feira, 08-10-2026, às 10h

    ‘Deep incarnation’ e o monismo relativo de Paolo Gamberini: “Nunca houve, não há e jamais haverá um Logos completamente separado da criação”

    LER MAIS
  • Ao analisar o colapso do pacto representativo, o professor adverte para os perigos ao sistema e defende a necessidade de projetos reais para reconquistar a esperança da sociedade

    Transe democrático: “Enquanto a extrema-direita for viável, eleições terão risco de desconstrução da ordem”. Entrevista especial com Luis Felipe Miguel 

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Por: André | 09 Setembro 2014

“Um fato totalmente inesperado, uma grande dor...”. Desse modo o padre Mario Pulcini, superior dos Missionários Xaverianos no Burindi, qualifica o assassinato de três irmãs italianas em Kamenge, ao norte da capital Bujumbura. O religioso conta à agência Misna que duas das vítimas, as irmãs Olga Raschietti e Lucia Pulici, foram encontradas mortas ontem [domingo, dia 07 de setembro] à tarde. A terceira, a irmã Bernardetta Boggian, na madrugada da segunda-feira.

A reportagem é da agência xaveriana Misna, 08-09-2014. A tradução é de André Langer.

“Eram 16h de ontem, a irmã Bernardetta veio ao meu escritório para me perguntar se tinha notícias das irmãs Lucía e Olga, que ficaram em casa enquanto ela e a irmã Mercedes foram ao aeroporto para pegar outras duas irmãs que voltavam ao Burundi do Capítulo Geral em Parma. Estavam preocupadas, sobretudo, porque dentro da casa não havia sinais de vida, tudo estava fechado e as cortinas estavam fechadas”, conta o padre Pulcini.

O padre Pulcini também tentou telefonar às irmãs, mas sem sucesso. “Os guardas do portão não as viram sair. Uma rápida busca pelo bairro, pelas casas de algumas pessoas doentes que recebiam a visita das irmãs, sobretudo, aos domingos, não deu resultado. Estava diante da porta de entrada, com a intenção de forçar a fechadura, quando a porta se abriu e apareceu Bernardetta, consternada. Encontrou aberta uma porta lateral da sua casa e, uma vez dentro, encontrou os corpos sem vida das irmãs Olga e Lucía”.

Imediatamente foram alertadas as autoridades civis, militares, judiciais e religiosas. Começaram as investigações e os interrogatórios, sobretudo do pessoal da casa.

Apesar dos acontecimentos, as religiosas da missão decidiram ficar em sua casa para dormir. “Depois, esta noite – disse o padre Pulcini –, as irmãs me ligaram novamente. Elas temiam que o agressor ainda pudesse estar na casa. Quando conseguimos entrar, encontramos sem vida também a irmã Bernadetta”.

Enquanto se aguarda o esclarecimento do ocorrido, a diocese de Parma divulgava com um comunicado a notícia das mortes das irmãs Olga e Lucía falando em “trágico resultado de um roubo por parte de uma pessoa desequilibrada”. As religiosas assassinadas tinham mais de 75 anos de idade.

Veja também: