Uma francesa e uma ex-vítima são integrantes do grupo de trabalho antiabusos do Vaticano

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Por: André | 25 Março 2014

O Vaticano publicou, no sábado, a composição de uma comissão de especialistas para a proteção das crianças nas instituições da Igreja, cuja criação fora anunciada em 05 de dezembro passado. Em um comunicado, revelou os oito primeiros nomes que comporão esta comissão, composta por eclesiásticos assim como por leigos, homens e mulheres.

 
Fonte: http://bit.ly/1dk6541  

A reportagem é de A.-C.J. e publicada no sítio da revista francesa La Vie, 23-03-2014. A tradução é de André Langer.

Entre os membros da comissão estão a pedopsiquiatra francesa Catherine Bonnet, fortemente comprometida com a luta contra os abusos contra menores, especialmente o incesto, e a irlandesa Marie Collins, que trabalha há muitos anos pelas vítimas de padres pedófilos, de quem ela mesma foi vítima. Ela testemunhou sua experiência no Simpósio sobre a Pedofilia no clero, organizado em Roma em fevereiro de 2012. Também fazem parte da comissão a psiquiatra britânica Sheila Hollins e a polonesa Hanna Suchocka, ex-primeira ministra, depois ministra da Justiça de seu país, antes de ser embaixadora da Polônia junto à Santa Sé durante mais de 10 anos.

Do lado dos eclesiásticos, compõem a comissão o arcebispo de Boston, Sean Patrick O’Malley, que tomou posições muito firmes contra a pedofilia quando sua diocese foi duramente atingida pelos negócios desse tipo no passado. Ele faz parte do G8 do Papa. Também o advogado italiano Claudio Papale, especialista em direito canônico e especialista em “crimes contra a moral”, o teólogo jesuíta argentino Miguel Yáñez, amigo de longa data do Papa Francisco, e o padre Hans Zollner, jesuíta alemão psicólogo e psicoterapeuta de renome, completam a lista.

A comissão adotará uma “abordagem multifacetada” do flagelo da pedofilia, precisou o porta-voz do Vaticano, o padre Federico Lombardi, que compreende desde a prevenção até o caminho penal, da educação colocação em prática de “boas práticas”.

No começo de março, em uma entrevista ao Corriere della Sera, Francisco contestou um relatório muito crítico da ONU defendendo os esforços da Igreja contra a pedofilia, afirmando que era, “talvez, a única instituição pública que reagiu com transparência e responsabilidade” a essa praga.