MPL realiza Semana Nacional de Luta pelo Passe Livre por todo o Brasil

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Cesar Sanson | 09 Outubro 2013

O Movimento Passe Livre (MPL) vai realizar, na última semana de outubro, atos por todo o Brasil para reivindicar a tarifa zero dos transportes públicos. O dia 26 marca uma das lutas que deu origem ao MPL, a Revolta da Catraca de 2004, em Florianópolis. A Semana Nacional de Luta pelo Passe Livre, como é chamada pelo movimento, vai ocorrer em diversas cidades brasileiras.

A reportagem é publicada por Brasil de Fato, 08-10-2013.

“É preciso manter viva a memória para sempre lembrar que nossa luta não começou agora, e que só vai terminar com o fim de todas as catracas”, diz nota do movimento.

Em São Paulo, o ato será no dia 25, com concentração às 17h em frente ao Teatro Municipal. Em evento criado no Facebook, centenas de pessoas já confirmaram presença.

O MPL reivindica que “agora só faltam os 3 reais”, em referência à luta principal do movimento, que é a tarifa zero. “Se antes eles diziam que baixar a passagem era impossível, a revolta do povo provou que não é. Se agora eles dizem que tarifa zero é impossível, nossa luta provará que eles estão errados”, diz o movimento.

Em junho, após intensas mobilizações em São Paulo, o prefeito da capital Fernando Haddad (PT), e o governador Geraldo Alckmin (PSDB), revogaram o aumento das tarifas de ônibus, trem e metrô. Além de São Paulo, outras cinco capitais também diminuíram o valor das passagens, depois das mobilizações populares.

Aumento do IPTU e demissões

Sob o pretexto de manter o preço das tarifas a R$ 3, a prefeitura de São Paulo e o governo do estado anunciaram duas medidas para subsidiar o transporte público. Haddad disse que irá aumentar o Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU), e o secretário estadual de Transportes Metropolitanos de São Paulo, Jurandir Fernandes, afirmou que o Metrô irá propor programas de demissão voluntária (PDVs) e antecipações de aposentadorias de trabalhadores do setor administrativo.

O Projeto de Orçamento da prefeitura prevê aumento do imposto, calculado em mais de 1 milhão de imóveis que terão reajuste entre 20% e 30% a partir de 2014. Em relação ao programa de demissões, o Sindicato dos Metroviários de São Paulo reagiu com indignação às declarações do governo. Dirigentes prometem se mobilizar contra a medida.