Coca e Pepsi ignoram roubo de terras no Brasil, diz Oxfam

Mais Lidos

  • EUA: Conferência Episcopal apresenta parecer jurídico como ‘amicus curiae’ em caso de não discriminação contra LGBTQ+

    LER MAIS
  • ​Sociólogo analisa a conjuntura eleitoral e os possíveis desfechos da eleição de domingo. “Diria que hoje, para sermos mais conservadores na análise, os dois vão para o segundo turno com um viés de alta para o Lula”

    Eleições 2026: “Brasil pode entrar numa rota de conflito interno e de ingovernabilidade radical”. Entrevista especial com Rudá Ricci

    LER MAIS
  • O mundo pós-Trump: a reconstrução da governança ambiental global. Artigo de Carlos Bocuhy

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Por: Cesar Sanson | 03 Outubro 2013

As empresas que mais compram açúcar, como Coca-Cola e PepsiCola, ignoram os roubos de terras de pequenos lavradores por parte de grandes plantadores de cana, denuncia a Oxfam.

A reportagem é da AFP e reproduzida pela homepage Info-Exame, 02-10-2013.

s empresas que mais compram açúcar, como Coca-Cola e PepsiCola, ignoram os roubos de terras de pequenos lavradores por parte de grandes plantadores de cana, denuncia nesta quarta-feira (2) a Oxfam.

A ONG internacional divulgou em Londres o relatório "Não há nada de doce nisto: como o açúcar alimenta o roubo de terras", que conclui que "os grandes nomes da indústria de alimentos e bebidas não faz o suficiente para impedir que gente pobre tenha suas terras e casas roubadas para aumentar o cultivo" de cana-de-açúcar.

Oxfam cita casos de terras roubadas nos estados de Pernambuco e Mato Grosso do Sul. Em Pernambuco, a Oxfam denuncia que 53 famílias que viviam nas ilhas do estuário de Sirinhaem foram expulsas em 2002, "após décadas de pressão intermitente da Usina Trapiche, uma empresa que fornece açúcar à Coca-Cola e à PepsiCola".

"Todos precisam assegurar que o que consumimos não contribui para que os mais vulneráveis sejam retirados de suas terras sem consentimento e sem indenização. As grandes corporações devem garantir que seus produtos não estejam manchados por estes escândalos que ocorrem em lugares remotos...", disse o diretor-executivo da Oxfam, Mark Goldring.

“Associated British Foods, Coca-Cola e PepsiCola estão entre os maiores compradores e produtores de açúcar e têm uma posição privilegiada para acabar com as apropriações de terra garantindo que o açúcar que utilizam não vêm de terras adquiridas contra a vontade da comunidade".

Segundo dados proporcionados pela Oxfam, a produção de açúcar cresceu 25% em 2020. Em 2012, foram produzidas 176 milhões de toneladas de açúcar, com a metade sendo destinada à indústria de comidas e bebidas.

Veja também:

Oxfam pede que multinacionais boicotem açúcar de terras sob disputa no Brasil