''Nas reflexões de Francisco, revejo as ideias do cardeal Martini''. Artigo de Massimo Cacciari

Mais Lidos

  • Em vez de as transformações tecnológicas trazerem mais liberdade aos humanos, colocou-os em uma situação de precarização radical do trabalho e adoecimento psicológico

    Tecnofascismo: do rádio de pilha nazista às redes antissociais, a monstruosa transformação humana. Entrevista especial com Vinício Carrilho Martinez

    LER MAIS
  • A Espiritualidade do Advento. Artigo de Alvim Aran

    LER MAIS
  • Desatai o futuro! Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

13 Setembro 2013

As afirmações de Francisco em sua carta a Scalfari levantam questões de importância teológica capital e de importância capital para a própria forma política da Igreja, até mesmo como figura histórica.

A opinião é do filósofo italiano Massimo Cacciari, ex-prefeito de Veneza, em depoimento publicado no jornal La Repubblica, 12-09-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis o texto.

As reflexões do Papa Francisco me parecem retomar as ideias que o cardeal Martini tinha tentado propor a toda a Igreja, em particular com a "Cátedra dos não crentes", ideias em cujo sulco já se move o "Átrio dos Gentios", dirigido pelo cardeal Ravasi.

A grande novidade está no fato de que essa "linha" de pensamento e de ação é hoje assumida pelo próprio pontífice! Não é possível aqui especificar a complexidade dessa "linha". Mas o problema não é redutível a uma dimensão metodológica.

Afirmar que Deus é amor, mais: que Deus é Relação – fórmulas em si mesmas ortodoxas – e afirmar, mais ainda, que a Verdade cristã, sendo própria do Deus-Relação, não pode ser entendida absolutisticamente, ou mesmo – citação de Santo Anselmo – que Deus não é demonstrável com o pensamento, sendo maior do que o próprio pensamento –, tudo isso levanta questões de importância teológica capital e de importância capital para a própria forma política da Igreja, até mesmo como figura histórica.