Parlamentares defendem constituinte exclusiva

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24 Junho 2013

Em consequência dos protestos no país todo, um grupo de parlamentares decidiu propor a convocação de uma assembleia nacional constituinte exclusiva para aprovar uma reforma política. Para eles, a rejeição ao sistema político tradicional está por trás da pauta difusa dos manifestantes.

Seis parlamentares assinaram documento defendendo a proposta: os senadores Cristovam Buarque (PDT-DF), Pedro Taques (PDT-MT), Randolfe Rodrigues (PSOL-AP), Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) e Pedro Simon (PMDB-RS) e o deputado Chico Alencar (PSOL-RJ).

A reportagem é de Raquel Ulhôa e publicada pelo jornal Valor, 24-06-2013.

A ideia é que, nas eleições de 2014, um grupo de pessoas seja eleito exclusivamente para discutir e aprovar uma reforma política. Os constituintes não precisariam ter filiação partidária e seriam eleitos para mandato de um ano. Depois, ficariam impedidos de disputar eleição por oito anos. Essa constituinte exclusiva funcionaria paralelamente aos trabalhos da Câmara dos Deputados e do Senado.

"Quando a gente olha as reivindicações, conclui que, embora sejam as mais variadas, fica clara a necessidade de mudar a forma de fazer política e o funcionamento dos poderes. A revolução que está em jogo não é na economia. A revolução possível é na política", diz Cristovam.

Na quinta-feira, enquanto aproximadamente 25 mil pessoas cercavam o Congresso, segundo estimativas da Polícia Militar, a responsabilidade dos políticos pela insatisfação da população era discutida no plenário do Senado por um grupo de senadores que manteve a sessão até 0h10, numa "vigília cívica" de acompanhamento dos acontecimentos na Esplanada e no país. Na maior parte do tempo foi presidida por Paulo Paim (PT-RS). Cristovam, Taques, Rollemberg, Simon e Ana Amélia (PP-RS), que se revezavam na tribuna.

"Estamos vendo uma juventude indo às ruas com bandeiras que têm conexão entre si, uma juventude extremamente politizada, dizendo que quer participar da política mas quer fazer diferente. Há uma crítica contundente à política, aos políticos, aos partidos e às instituições da forma como elas estão organizadas. Esse é o recado claro", afirmou Rollemberg.

Entre eles, não havia receita comum sobre a reforma política ideal. Mas o diagnóstico era parecido: insatisfação da população com a corrupção, com a influência do poder econômico na política e com o voto secreto dos parlamentares em matérias legislativas, entre outros pontos.

"Por que estão sendo aniquiladas as bandeiras dos partidos? A sociedade acordou de uma aparente letargia. Está cobrando ética na repartição do dinheiro que o contribuinte entrega para o setor público e nas relações interpessoais, políticas e entre governos", disse Ana Amélia.

No dia seguinte, Cristovam chegou a defender o fim dos atuais partidos, que, na sua opinião, não representam mais os anseios da população. "Nossos partidos não refletem mais o que o povo precisa com seus representantes, nem do ponto de vista do conteúdo, nem do ponto de vista da forma. Nosso discurso e nossas propostas ficaram velhos", disse.