"Podemos reformular a estrutura da Cúria ou estudar como enfrentar os problemas um a um”, diz cardeal George Pell

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24 Junho 2013

Francisco foi eleito Papa faz pouco mais de três meses e já é uma das pessoas mais admiradas do mundo. Dezenas de milhares de pessoas acodem a cada um de seus encontros públicos.

Constatou-o de primeira mão o cardeal australiano George Pell, que assegura que o Papa já trabalha para a reforma da Cúria romana, que pode dar-se de dois modos: “reformular a estrutura ou estudar como enfrentar os problemas um a um”.

A informação é  de Rome Reports, 22-06-2013.

“Meu táxi não pôde entrar na Via della Conciliazione devido a quantidade de povo que caminhava por ali. Em cada audiência geral participam pelo menos 85 mil pessoas”, apontou o purpurado, um dos membros da comissão para a reforma da Cúria vaticana.

O cardeal assegura que têm duas opções e que as estudaram em Roma durante sua primeira reunião plenária em outubro. Uma possibilidade é reformular a estrutura da Cúria, fazer grandes modificações. A outra é ver quais são os problemas mais urgentes e estudar como enfrentá-los um a um”.

Os cardeais já falaram sobre a reforma da Cúria Romana durante o pré-conclave do mês de março. Segundo George Pell, a comissão de cardeais enfrentará também outras questões espinhosas como os abusos, o Banco Vaticano e o desenvolvimento de uma comunicação mais eficiente entre o Papa, os bispos e as dioceses. “Uma das prioridades do Santo Padre é como deve relacionar-se enquanto sucessor de Pedro com os sucessores dos apóstolos, ou seja, os bispos que com ele formam o colégio episcopal.

Os oito cardeais do Conselho refletem ou representam a Igreja universal, já que procedem de diferentes partes do mundo. Mas, o cardeal Pell confirma que poderia contar com novos membros no futuro. “Somos oito pessoas de todo o mundo, poderia haver nove. Algum procedente de alguma Igreja Católica Oriental”.

Embora os oito cardeais se reunirão com o Papa em outubro, George Pell assegura que Francisco está pedindo opinião a pessoas de dentro e fora do Vaticano para melhorar o modo de governar a Igreja no século XXI.