Comunidades impactadas por obras da Copa realizarão ‘Copa Popular contra as remoções’ neste sábado

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15 Junho 2013

Comunidades diretamente impactadas pelas obras de preparação para a Copa do Mundo (2014) e Olimpíadas (2016) no Rio de Janeiro (RJ) realizarão no próximo sábado, 15 de junho, a Copa Popular contra as remoções. O evento acontecerá a partir das 9h no Quilombo da Gamboa, na zona portuária do Rio, e é aberto ao público.

A reportagem é de Tatiana Félix e publicada por Adital, 13-06-2013.

A escolha da data não foi à toa. O propósito é mostrar, no mesmo dia da abertura da Copa das Confederações - evento preparatório para a Copa do Mundo - que existe um processo popular acontecendo na cidade em virtude dos megaeventos esportivos que serão realizados no Brasil a partir deste ano.

De acordo com Renato Cosentino, integrante do Comitê Popular da Copa e das Olimpíadas do Rio de Janeiro, o objetivo deste evento é colocar em contato todas as comunidades cariocas, diretamente impactadas pelas obras da Copa e Olimpíadas, para promover a troca de experiências, já que as violações são muito semelhantes em todos os locais onde ocorrem as obras de mobilidade urbana.

Ele ressalta a importância de fortalecer a mobilização e interação entre as comunidades que sofrem com as remoções, por exemplo, pois acredita que "quando a comunidade está mobilizada, o tratamento [do poder público] é diferente”.

Programação

Na Copa Popular contra as remoções 10 equipes masculinas e 4 equipes femininas de futebol já confirmaram participação no evento das comunidades. Além do campeonato esportivo, também haverá painel de graffiti, exposição de fotografias e vídeos sobre as comunidades impactadas, discussão política e atividades culturais. A previsão é que a programação siga até às 16h. No final da tarde, haverá uma festa junina de comemoração.

Assim como na Copa do Mundo, a Copa Popular também tem o seu mascote. O saci pererê, personagem do folclore brasileiro, será o seu representante popular. A organização do evento faz questão de lembrar que o saci poderá ser copiado e vendido por ambulantes e mercados populares.

Para Renato Cosentino, este evento acontece mais como uma manifestação popular na construção do processo em busca de direitos. Ele comenta que o sentimento da cidade em sediar grandes eventos esportivos deveria ser motivo de alegria para todos, mas para alguns é motivo de exclusão e violações.

Em um momento "de total falta de diálogo” com o poder público, Renato reforça que a manifestação deste sábado pretende mostrar que o processo de preparação para a Copa do Mundo e Olimpíadas poderia ser feito de outra forma, sem violações de direitos humanos e com participação democrática.

Acompanhe a Copa Popular contra as remoções pelo Facebook.