Eólicas já receberam R$ 8,9 bilhões do BNDES

Mais Lidos

  • “Meu pai espiritual, Santo Agostinho": o Papa Leão XIV, um ano depois. Artigo de Carlos Eduardo Sell

    LER MAIS
  • A mineração de terras raras tem o potencial de ampliar a perda da cobertura vegetal nas áreas mineradas, além de aumentar a poluição por metais tóxicos e elementos químicos radioativos que são encontrados associados às terras raras, afirma o pesquisador da UFRGS

    Exploração de terras raras no RS: projeto põe recursos naturais em risco e viabiliza catástrofes. Entrevista especial com Joel Henrique Ellwanger

    LER MAIS
  • EUA e Irã: perto de um acordo? O que se sabe sobre as negociações nos bastidores para pôr fim à guerra?

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Cesar Sanson | 03 Junho 2013

De 2005 a 15 de maio de 2013, último dado disponível, o Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) liberou R$ 8,9 bilhões para financiamento de usinas eólicas. São cerca de 90 em operação no país, e mais de 80 estão em construção.

A reportagem é de Wilson Tosta e publicada pelo jornal O Estado de S.Paulo, 02-06-2013.

Para o chefe do Departamento de Energias Alternativas do BNDES, Antonio Carlos de Andrada Tovar, o mercado de energia eólica "é superpromissor". "O preço do leilão no ano passado foi de R$ 89 o megawatt/hora", diz. "Quando comparamos o custo da eólica no Brasil com projetos de outras partes do mundo temos um dos preços mais competitivos." Em 2012 foi R$ 89; em 2011, R$ 105. Quando o real se valorizar, esse conceito pode variar, segundo Tovar.

"Se o dólar se valoriza, obviamente, o equipamento fica mais caro. Mas US$ 50 o MW/h é competitivo em qualquer lugar do mundo." Tovar insiste que as eólicas têm impacto ambiental muito mais suave que outras formas de produção de energia. "Basicamente, você tem a torre do aerogerador. Quer dizer, tem um trabalho de escavação relevante. Mas quando você compara com as outras alternativas para geração de energia, sem sombra de dúvida o impacto de uma eólica é muito menor do que o de uma térmica a carvão, uma térmica a óleo combustível, uma grande hidrelétrica ou mesmo uma pequena central hidrelétrica (PCH)."

Ele ressalta, contudo, que os órgãos ambientais são os responsáveis por realizar a avaliação dos requisitos para conceder a licença de instalação e verificar se esses requisitos estão sendo cumpridos pelo empreendedor. "O banco libera um subcrédito, com taxa zero, para que o empreendedor possa utilizar em projetos que vão beneficiar a comunidade local.