Desmatamento pode reduzir capacidade da usina de Belo Monte

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14 Mai 2013

A construção de hidrelétricas na Amazônia, como a polêmica Belo Monte, tem sido atacada pelos seus impactos ecológicos e sociais, notadamente entre os povos da região, como tribos indígenas.

Agora, um novo estudo publicado por pesquisadores brasileiros e americanos mostra que usinas na bacia do rio Xingu tendem a ser menos eficazes se a região em torno sofrer grandes índices de desmatamento, segundo estudo publicado pela revista científica americana "PNAS".

A informação consta da reportagem de Ricardo Bonalume Neto e foi publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 14-05-2013.

Os oito autores afirmam que, segundo a atual perspectiva de uma perda de floresta de 40% até 2050, a geração de energia em Belo Monte cairia para apenas 25% do potencial da hidrelétrica.

"Como outras fontes de energia, as usinas hidrelétricas apresentam grandes custos sociais e ambientais. Sua confiabilidade como fonte de energia, no entanto, deve levar em consideração a sua dependência nas florestas", escreveram os autores do estudo, coordenado por Britaldo Soares-Filho, da Universidade Federal de Minas Gerais.

"Queremos, com esse tipo de estudo, valorizar os serviços que a floresta provê", diz Soares-Filho. Isto é, a floresta tem um potencial econômico de certo modo oculto.

Estudo recente dos pesquisadores mostrou que a destruição da floresta pode afetar a produção da soja em Mato Grosso, reduzindo as chuvas nas regiões produtoras.

Soares-Filho reconhece que é um estudo "difícil", pois trata-se de tentar prever o futuro com base em simulações climáticas complexas.

O geólogo lembra que os estudos de impacto ambiental não costumam levar em conta o potencial de problemas futuros.

Por exemplo, um estudo sobre as águas geradoras de energia leva em conta as vazões históricas dos rios, mas não costuma tentar prever o que aconteceria caso a precipitação caísse por conta do desmatamento.