Medicina personalizada pode mudar o Brasil

Mais Lidos

  • Centenas de aeronaves americanas prontas para atacar. Forças russas e chinesas estão realizando exercícios com Teerã

    LER MAIS
  • Pesquisadora e autora do livro Capitalismo Gore, lançado recentemente no Brasil, analisa como a violência contra minorias políticas resulta de um embaralhamento entre patriarcado e lucratividade midiática que transforma líderes extremistas em chefes de estado

    O desafio de transcender o ódio, combustível da extrema-direita, para superar a teocracia midiática. Entrevista especial com Sayak Valencia

    LER MAIS
  • O que é o Conselho da Paz, que será inaugurado amanhã por Donald Trump, e quem participa dele?

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

25 Abril 2013

"No Brasil, uma agenda para implementar a medicina personalizada no SUS poderá ser uma alavanca de transformação e a oportunidade de o País participar ativamente da inovação e geração de riquezas nessa área estratégica global", escreve José Eduardo Krieger, professor de genética e medicina molecular do Incor da Faculdade de Medicina da USP e presidente da Academia de Ciências do Estado de São Paulo, em artigo publicado no jornal O Estado de S. Paulo, 25-04-2013.

Eis o artigo.

O sucesso da pesquisa biomédica é quase sempre associado à soma dos esforços de milhares de pesquisadores que trabalham individualmente ou em pequenos grupos. Mas isso mudou desde a descoberta da estrutura do material genético, o DNA, em meados dos anos 1950. Novos desafios foram concebidos e, no fim dos anos 1980, o aparentemente impossível foi proposto: desvendar a estrutura física do código genético humano, composto por 3 bilhões de bases armazenadas em 23 pares de cromossomos em cada uma de nossas células. Feito.

O veredicto sobre a era pós-genômica não é consensual. A medicina personalizada vem se desenvolvendo e sua importância está na viabilização do tratamento certo para o paciente certo, na hora certa e no fato de se tornar a alavanca de transformação do sistema de saúde.

A expectativa é de que a prática médica nessa era se caracterize por maior eficiência e precisão, com a identificação de indivíduos suscetíveis na população e o estabelecimento de plataformas não medicamentosas e ações que visem à promoção da saúde. Mas há desafios. Antecipar ou prever doenças sem sintomas requer treinamento dos profissionais e novas diretrizes de conduta médica.

A tecnologia de informação em saúde contribuiu para melhorar a eficiência do processo e reduzir erros médicos e custos. Na medicina personalizada, essa tecnologia será essencial para que os sistemas compartilhem e analisem dados genéticos e resultados clínicos de maneira integrada e em tempo hábil. Mas os dados demandam infraestrutura de tecnologia que hoje não existe ou é insuficiente.

No Brasil, uma agenda para implementar a medicina personalizada no SUS poderá ser uma alavanca de transformação e a oportunidade de o País participar ativamente da inovação e geração de riquezas nessa área estratégica global.