A Igreja da América Latina numa condição muito singular. Mensagem aos episcopados latino-americanos

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Jonas | 23 Abril 2013

Compartilhando a alegria do primeiro Pontífice da América Latina, cujo exemplo e palavras mostram o que o papa Francisco quer “de todos os pastores latino-americanos e do mundo”, o Prefeito da Congregação para os Bispos, o cardeal Marc Oullet, que também é presidente da Pontifícia Comissão para América LatinaCAL, dirigiu uma mensagem a todos os Episcopados da América Latina. 

 
Fonte: http://goo.gl/JJkCp  

O profundo documento celebra o primeiro mês de Pontificado e anima a responder o que “Francisco espera de todos nós: essa proximidade misericordiosa, muito compenetrada com as necessidades, sofrimentos e esperanças dos povos, especialmente dos pobres e dos que sofrem, para comunicar-lhes a salvação que vem de Jesus Cristo, o Verbo feito carne”. A mensagem é publicada no sítio Religión Digital, 20-04-2013. A tradução é do Cepat.

Eis a mensagem.

Um mês da eleição do papa Francisco, desejo vivamente alegrar-me com todo o Episcopado Latino-americano. Compartilhamos a alegria diante do fato inédito, na história da Igreja, do primeiro Pontífice que vem da América Latina. As comunidades cristãs e os povos latino-americanos devem se sentir, especialmente, muito próximos a este filho seu e pastor que Deus chamou a ser o Sucessor de Pedro.

Como resposta para a reiterada solicitação do Papa, de rezar por ele, não duvido que se realizará, em todo vosso “continente de esperança”, uma campanha de orações para que a graça de nosso Senhor Jesus Cristo, por intercessão de sua Mãe Santíssima, a sustente e ilumine no ministério que lhe foi confiado.

A providência de Deus colocou a Igreja da América Latina numa situação muito singular, que aumenta suas exigências e responsabilidades. O exemplo e as palavras do papa Francisco já estão mostrando o que ele quer de todos os Pastores na América Latina e no mundo inteiro. Espera de todos nós essa proximidade misericordiosa muito compenetrada com as necessidades, sofrimentos e esperanças dos povos, especialmente dos pobres e dos que sofrem, para comunicar-lhes a salvação que vem de Jesus Cristo, o Verbo feito carne.

A Igreja na América Latina, e especialmente seus Bispos, não pode não se indagar profundamente a respeito do significado de um Papa latino-americano para sua vida e missão. O que isso significa para a “missão continental”, que certamente o papa Francisco leva em seu coração? O que significa para o discipulado em suas comunidades cristãs? O que significa para o bem de seus povos e nações? O que significa para a solicitude apostólica universal da Igreja latino-americana e sua colaboração com o ministério universal do Sucessor de Pedro, para irradiar o Evangelho a todos os confins da terra? São perguntas inescapáveis que merecem suscitar uma reflexão muito séria, em nível de cada Igreja particular, do Episcopado, em nível nacional, e do próprio CELAM. Parece-me fundamental compartilhar, hoje, estas perguntas e reflexões.

Especialmente, o papa Francisco espera que se manifestem renovados ímpetos de santidade e verdade, de comunhão e evangelização, de caridade e solidariedade, como um salto de qualidade cristã em todas as comunidades católicas latino-americanas. Isso será a expressão mais significativa dessa comunhão afetiva e efetiva com o novo Pontífice.