''O Vatileaks influenciará na eleição. Terão que explicá-lo''. Entrevista com Raymundo Damasceno

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04 Março 2013

Um papa jovem, eleito em menos de uma semana, com um percurso pastoral e com a força necessária para abrir a Cúria Romana a uma maior colegialidade. O arcebispo de Aparecida, Raymundo Damasceno, tem ideias muito claras. O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, 76 anos, participará pela primeira vez de um conclave. Ele reconhece nesta entrevista que o escândalo Vatileaks terá o seu peso no voto dos cardeais, e por isso ele pedirá para conhecer o coração do dossiê secreto sobre o escândalo.

A reportagem é de Andrés Beltramo Alvarez, publicada no jornal La Stampa, 04-03-2013. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Eis a entrevista.

O que o senhor espera das Congregações Gerais?


Espero que, durante as Congregações, os cardeais possam ouvir, mas também falar, para nos conhecermos entre nós, aprofundar ainda mais as situações e os desafios da Igreja, com as características de todos os continentes.

Será traçado o perfil do próximo papa?

Ainda não se sabe como serão as Congregações, se os cardeais poderão se manifestar ou apenas ouvir as comunicações. Mas as pausas e os encontros podem ajudar a saber o que cada um sente sobre os desafios da Igreja. Assim, traçaremos o perfil da pessoa mais apta, porque devemos eleger alguém à altura da situação.

Durante essas reuniões, também estarão os três cardeais que investigaram o Vatileaks. O senhor considera necessária uma exposição deles sobre os resultados das investigações?

Eles estarão lá, porque todos os três são eméritos. Mas não participarão das votações. Alguns cardeais poderiam pedir informações sobre o dossiê confidencial (que o próximo papa herdará), mas eu penso que não é necessário entregar o documento a cada um, mas deveriam oferecer a todos os cardeais algumas informações sobre o seu conteúdo. Conhecer o seu núcleo central também faz parte da corresponsabilidade no governo da Igreja, principalmente quando se trata de tomar uma decisão como a eleição de um papa. Certamente o seu conteúdo terá um peso na votações.

O senhor já tem uma ideia do perfil do sucessor de Bento XVI?

O papa deve ter uma experiência pastoral, porque é, acima de tudo, o pastor de toda a Igreja. Mas também deve conhecer a Cúria por dentro e a sua estrutura.

O próximo papa será jovem?

Devemos olhar para a pessoa. Certamente, não seria bom eleger um papa de idade avançada. Mas há alguns cardeais que ainda não sentem o peso da idade e que têm uma disposição física vigorosa. Nós não podemos eleger um octogenário, evidentemente, que sinta o peso da velhice, que tenha uma saúde delicada. Não seria conveniente correr o risco de convocar um novo conclave em pouco tempo.

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