A Igreja Ortodoxa russa denuncia a perseguição dos cristãos em países árabes

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Por: Jonas | 25 Outubro 2012

A Igreja Ortodoxa russa expôs à ONU sua preocupação em relação à perseguição aos cristãos na Síria e nos países árabes que recentemente sofreram uma rápida mudança de regime, informou o presidente do Departamento Internacional do Patriarcado de Moscou, o arcebispo Hilarión de Volokolamsk.

A reportagem é publicada no sítio Religión Digital, 24-10-2012. A tradução é do Cepat.

O arcebispo russo interveio numa reunião da Terceira Comissão da Assembleia Geral da ONU, responsável de assuntos sociais e humanitários, assim como conversou também com o secretário geral do organismo internacional, Ban Ki-moon.

“Estamos profundamente alarmados pelo que está ocorrendo na Síria, onde algumas forças radicais buscam o poder com a ajuda de países ocidentais, e quando chegam ao poder, as comunidades cristãs são justamente as primeiras a se tornarem suas vítimas”, expressou Hilarión.

Ele destacou o Iraque com um exemplo, país em que uma década atrás a população cristã somava 1,5 milhões de pessoas, mas que agora representa apenas uma décima parte desse número, uma vez que o restante desses cristãos foi assassinado ou teve que emigrar.

O religioso denunciou o silêncio da imprensa ocidental a respeito deste assédio aos cristãos, o que também não está na ordem do dia na ONU e em outros organismos internacionais. “Não se trata simplesmente de uma falta de tolerância, mas de uma verdadeira perseguição aos cristãos, em grande escala, que atinge vários países e cujas vítimas são dezenas e centenas de milhares de cristãos”, protestou.

Segundo Hilarión, hoje a Rússia é o principal ator da comunidade internacional que tenta impedir que a Síria siga os passos do Iraque ou da Líbia.

“É um assunto que deve ser discutido abertamente em nível internacional, não basta apenas falar do assunto, mas deve-se também criar um mecanismo que não permita a continuidade nas perseguições aos cristãos”, enfatizou.

Segundo dados da ONU, o conflito custou mais de 30.000 vidas, desde seu início em março de 2011. O Governo do país afirma que suas forças de segurança enfrentam milícias fortemente armadas e apoiadas pelo exterior.