Líder camponês é preso no Paraguai

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Por: André | 29 Setembro 2012

A polícia do Paraguai anunciou nesta quinta-feira a prisão do dirigente camponês Rubén Villalba, procurado desde a desocupação de uma fazenda em Curuguaty. No enfrentamento, ocorrido em junho em uma fazenda situada a 250 quilômetros a nordeste de Assunção, morreram 11 camponeses e seis policiais.

A reportagem está publicada no jornal argentino Página/12, 28-09-2012. A tradução é do Cepat.

Villalba é apontado como um dos possíveis instigadores pela procuradoria encarregada pela investigação e é acusado de liderar a ocupação de um latifúndio, supostamente apropriado de forma irregular. “É uma prisão muito importante. Os cidadãos exigem, com razão, resultados concretos. E é isto que está acontecendo com esta prisão”, assinalou o ministro do Interior, Carmelo Caballero. O funcionário detalhou que o procedimento foi acompanhado pelo procurador da causa, Jalil Rachid. O fiscal disse que conta entre as evidências com uma foto em que Villalba aponta diretamente a cabeça do chefe policial que dirigia a operação de despejo antes de atirar.

O comissário e subchefe de Investigações, Gilberto Fleitas, que encabeçou a operação, garantiu que o integrante da Liga Nacional de “Carperos” – ocupantes de propriedades que se instalam nas “carpas” [lonas] – não tem um único arranhão. “Estamos transferindo o líder para Assunção a fim de resguardar a sua integridade física. Logicamente, Villalba tem inimigos na polícia e inimigos entre os próprios camponeses. Culpam-no por tudo o que aconteceu”, relatou Fleitas.

O comissário Tomás Paredes, por sua vez, que participou da operação que resultou na prisão de Villalba, afirmou que sua localização foi muito difícil devido à ajuda que moradores simples da zona lhe prestavam. O preso, segundo o oficial, apresenta ainda as marcas de uma ferida em decorrência de um tiro no lado esquerdo nas costas, supostamente ocorrido durante o enfrentamento. Durante todo este tempo, assinalou, passava o dia em diferentes assentamentos camponeses que o recebiam e à noite ia dormir em zonas intrincadas da área, onde foi localizado. De acordo com informações dadas pelo oficial, Villalba disse que só declararia na presença do procurador que atende a causa judicial aberta pelos fatos.

O presidente do país, Federico Franco, que se encontra em Nova York na Assembleia Geral da ONU, felicitou a polícia pelo trabalho realizado e pediu que a Justiça desse continuidade ao caso.