No Egito, bispo considera a vitória de Morsi positiva

Mais Lidos

  • Centenas de aeronaves americanas prontas para atacar. Forças russas e chinesas estão realizando exercícios com Teerã

    LER MAIS
  • Pesquisadora e autora do livro Capitalismo Gore, lançado recentemente no Brasil, analisa como a violência contra minorias políticas resulta de um embaralhamento entre patriarcado e lucratividade midiática que transforma líderes extremistas em chefes de estado

    O desafio de transcender o ódio, combustível da extrema-direita, para superar a teocracia midiática. Entrevista especial com Sayak Valencia

    LER MAIS
  • Jesuíta Reese sobre Trump: Um desastre para os Estados Unidos e para o mundo inteiro

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Jonas | 27 Junho 2012

“Considero positiva a vitória de Mohammed Morsi (foto), com a esperança de que agora todos trabalhem num espírito de cooperação para renovar o país”, disse à agência Fides, Youhannes Zakaria, bispo copta católico de Luxor, no Egito. No dia 24 de junho, o candidato da Irmandade Muçulmana, Mohammed Morsi, foi declarado o vencedor das eleições presidenciais. Mursi obteve 51,7% dos votos, superando o outro candidato, Ahmed Shafiq, que obteve 48,3%. Votaram 51,6% dos eleitores.

A reportagem está publicada no sítio Vatican Insider, 25-06-2012. A tradução é do Cepat.

O primeiro discurso do candidato dos Irmãos Muçulmanos, como presidente eleito, foi considerado favorável por dom Zakaria. “Suas palavras dão tranquilidade – disse o bispo – em especial, sua declaração desejando ser o presidente de todos os egípcios, de melhorar a economia também incentivando o turismo”. Como explica dom Zakaria, a economia será uma prova para a futura condução do país. “Na província de Luxor a maioria votou em Ahmed Shafiq, pois era considerado o candidato mais apropriado para tranquilizar os turistas. Durante a campanha eleitoral, a Irmandade Muçulmana tinha feito declarações preocupantes a esse respeito, mas é necessário diferenciar a propaganda eleitoral das ações concretas que devem ser tomadas quando se está no governo”.

“No Egito – conclui o bispo – temos vários problemas que devem ser abordados. Em primeiro lugar está o econômico, o desemprego é muito alto. Em Luxor, com a queda do turismo, quase todo mundo está parado. A sociedade egípcia está tranquila, porém depois das palavras deseja ver os fatos”.