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A renúncia de Rowan Williams

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07 Mai 2012

No dia 16 de março, Rowan Williams anunciou que, no dia 31 de dezembro, deixará o cargo de arcebispo de Canterbury e de primaz da Comunhão Anglicana e assumirá, a partir do dia seguinte, a direção de uma importantes faculdade universitária em Cambridge. Até o final do ano, os procedimentos previstos levarão à nomeação do seu sucessor: uma comissão especial – composta por bispos, padres e leigos da diocese de Canterbury e da Igreja da Inglaterra, além de um primaz da Comunhão Anglicana e de um presidente leigo nomeado pelo primeiro-ministro britânico – indicará ao chefe do governo bispo escolhido, além de um segundo nomeado de reserva. Caberá, depois, ao primeiro-ministro comunicar à rainha o resultado da nomeação, e a soberana anunciará formalmente o arcebispo assim designado.

A opinião é de Guido Dotti, monge da Comunidade de Bose, em artigo publicado na revista Popoli, dos jesuítas italianos, 27-04-2012. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Teoricamente, Williams poderia permanecer no cargo até 2020, ou seja, até o cumprimento dos 70 anos, embora os seus antecessores mais recentes, eleitos em uma idade mais avançada do que a sua, exerceram o seu ministério de primazes por 10-12 anos, o mesmo período de tempo que Williams, eleito em 2002, sentou-se na cátedra de Canterbury. Assim, de um lado, a sua renúncia pode ser considerada antecipada; de outro, entra em uma alternância normal em um cargo cada vez mais pesado.

O principal motivo para a renúncia, fornecido pelo próprio arcebispo, foi o de permitir que o novo primaz conheça profundamente o conjunto da Comunhão Anglicana – espalhada pelos cinco continentes – antes da convocação da decenal Conferência de Lambeth, em 2018, onde se reencontrarão todos os bispos do anglicanismo para algumas semanas de reflexão e de debate sobre as temáticas mais urgentes relacionadas ao seu ministério pastoral.

Nas palavras de Williams, uma série de assuntos cruciais já chegaram a um "divisor de águas" – da abertura da consagração episcopal das mulheres na Igreja da Inglaterra à recepção de um novo "pacto" de intenções entre as diversas províncias da Comunhão Anglicana – e, portanto, é oportuno que um outro arcebispo enfrenta a nova estação que se abre para o anglicanismo.

Solicitude eclesial

Tarefa encerrado, portanto, e caminho livre para novas forças, dotadas de um novo impulso? Ou também cansaço diante da tarefa cada vez mais árdua de manter unidas tendências tão diversificadas dentro da Comunhão Anglicana? Ou ainda desejo de retornar aos estudos teológicos e à reflexão depois de uma década passada na primeira linha?

Talvez haja um pouco de tudo isso, mas, para entender em profundidade as razões espirituais de uma escolha tão ponderada, é preciso tentar ler e interpretar os eventos não à luz de batalhas ideológicas ou de inclinações de forças, não com cálculos eminentemente "políticos", mas sim de um modo muito mais aderente à personalidade em questão, em uma ótica de solicitude eclesial e de busca da vontade de Deus dentro de uma determinada situação.

Rowan Williams era conhecido – primeiro como brilhante patrólogo e teólogo, depois como bispo no País de Gales – pelas suas posições muito abertas sobre todos os temas mais ardentes: dos problemas sociais aos refentes à ética no campo do "gênero" e da sexualidade. Tendo-se tornado arcebispo de Canterbury, e portanto primeiro responsável pela comunhão dentro de uma uma realidade eclesial multiforme, ele deixou em segundo plano as suas preferências teológicas e as relativas opções pastorais para se encarregar da escuta e da compreensões de todas as posições, e para trabalhar no diálogo e na compaginação em unidade de toda a Comunhão Anglicana.

Não nos esqueçamos de que o primado do arcebispo de Canterbury sobre as diversas Igrejas anglicanas é pouco mais do que honorário: nenhum poder jurisdicional, mas sim uma autoridade ligada quase exclusivamente à reputação da pessoa, da sua pregação e do seu agir.

A escolha de Rowan Williams de reconduzir constantemente o debate para as suas raízes evangélicas, a sua inserção na tradição e a sua articulação com a razão – renunciando também posições consideradas justas mas não tributáveis de autoridades aos que não as compartilhavam – descontentou a muitos, especialmente entre aqueles que enfrentam os problemas cada vez mais em termos de inclinações, de compromissos, de vencedores e de vencidos: a ala liberal o criticava por ter traído as suas posições anteriores, enquanto os setores mais tradicionais não conseguiam separar o pensamento do teólogo da ação do pastor.

Dificilmente, um outro bispo saberia guiar a Comunhão Anglicana com tamanha firmeza e discernimento nessa década tão atribulada, conseguindo evitar fissuras clamorosas. Mas talvez Williams se deu conta de que já fizera tudo o que podia ter feito e que continuar além não seria benéfico para a Igreja. A bússola que guiou o arcebispo de Canterbury sempre foi, de fato, o bem da Igreja e o destino do Evangelho no mundo de hoje, não a prevalência de uma posição em detrimento de outra.

Expoentes de inclinações opostas parecem pensar, ao invés, que basta prevalecer numericamente sobre quem tem opções diferentes para resolver os problemas, enquanto estes permanecem e de fato até se agravam justamente por causa da modalidade conflitante com a qual são enfrentados.

Recentemente, dois grandes esforços empreendidos para garantir a comunhão não encontraram a resposta que o arcebispo podia esperar: uma moção sua – apresentada ao Sínodo da Igreja da Inglaterra, juntamente com o arcebispo de York, que visava proceder estruturalmente no cuidado pastoral daqueles fiéis que, em consciência, não podem aceitar o fato de serem liderados por uma bispa mulher – foi rejeitada, assim como a Igreja da Inglaterra se prepara para rejeitar aquele "pacto" de comunhão renovada, em discussão há anos e aceito sobretudo pelas Igrejas anglicanas menores e pobres: um "pacto" de confiança recíproca, de consenso teológico sobre os elementos fundamentais e de apoio mútuo fortemente desejado por Williams.

Relação católico-anglicana

Infelizmente, também deve-se reconhecer que a Igreja Católica nem sempre conseguiu ser de ajuda para o arcebispo de Canterbury no seu ministério de comunhão: a instituição de ordinariatos católicos para indivíduos e comunidades florescentes do anglicanismo, por exemplo, tem certas motivações pastorais internas à Igreja Católica, mas, sem dúvida, exacerbou posições de contraposição dentro da Comunhão Anglicana. O diálogo teológico foi, sim, oficialmente retomado, mas grande parte do impulso ecumênico que o animava há 30 anos se perdeu e parece difícil de recuperar.

É provável que, no plano ecumênico, as outras Igrejas, começando justamente pela católica, irão sentir fortemente a ausência de um interlocutor como Rowan Williams: profundamente enraizado na Escritura e na tradição, grande conhecedor e admirador da ortodoxia, assim como do universo católico, sensível às instâncias evangélicas e carismáticas, o arcebispo de Canterbury é um defensor do diálogo na verdade e na caridade, um cristão sinceramente convicto de que a vontade do Senhor, para que os seus discípulos sejam "uma só coisa", continua sendo uma exigência inevitável para todas as Igrejas.

A esperança para a Comunhão Anglicana e para a Igreja de Deus espalhada por toda a terra é que a solicitude pelo Evangelho e pela unidade que animou o ministério da Rowan Williams encontre novos intérpretes, capazes de responder aos desafios que vêm da sociedade contemporânea.


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