A Igreja Católica britânica arremete contra a proposta de legalizar o casamento homossexual

Mais Lidos

  • Observando em perspectiva crítica, o que está em jogo no aceleracionismo é quem define o ritmo das questões sociais, políticas e ambientais

    Aceleracionismo: a questão central do poder é a disputa de ritmos. Entrevista especial com Matheus Castelo Branco Dias

    LER MAIS
  • Em decisão histórica, Senado rejeita nome de Messias ao STF

    LER MAIS
  • Entre a soberania, o neoextrativismo e as eleições 2026: o impasse do Brasil na geopolítica das terras raras. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: André | 06 Março 2012

Um dos maiores responsáveis católicos da Grã-Bretanha, o cardeal Keith O’Brien, chefe da Igreja da Escócia, denunciou no domingo com veemência o projeto do governo britânico de legalizar o casamento homossexual, em uma nota editorial no Sunday Telegraph.

A reportagem é de Jesús Bastante e está publicada no sítio espanhol Religión Digital, 04-02-2012. A tradução é do Cepat.

O projeto do governo “representa uma grotesca subversão de um direito humano universalmente aceito”, destaca o cardeal, que recorda que o artigo 16 da Declaração Universal dos Direitos Humanos define o casamento como uma relação entre homens e mulheres.

O primeiro ministro David Cameron espera redefinir o casamento civil e abri-lo aos casais do mesmo sexo, durante o seu mandato que finaliza em 2015. Evocou publicamente seu apoio ao casamento homossexual durante a última conferência do partido conservador em Manchester, no outono boreal passado.

A secretária de Estado Lynne Featherstone deve lançar uma consulta no mês que vem ao público sobre a introdução do casamento homossexual na Inglaterra e no País de Gales.

“Nenhum governo tem a autoridade moral para desmantelar a definição universalmente reconhecida do matrimônio”, acentua o cardeal em sua tribuna.

O projeto “ignora”, segundo ele, os direitos da criança a ter um pai e uma mãe, e teria no futuro outras implicações graves. “Se o matrimônio supõe apenas o amor entre adultos, o que impedirá casar três pessoas que se querem?”, arremata.