Haitianos no Brasil temem que parentes não possam imigrar

Mais Lidos

  • Novo bispo em Roma, um bispo novo para a Diocese de Lages. Artigo de P. Vitor Hugo Mendes

    LER MAIS
  • Nesta entrevista exclusiva, o filósofo reflete sobre a passagem do tempo, os ataques à Constituição Federal, a troca de nomes no Ministério dos Povos Indígenas e a tensão política eleitoral de 2026

    Marco temporal: ‘Nunca engoliram as nossas conquistas na Constituinte’. Entrevista com Ailton Krenak

    LER MAIS
  • O Papa descreve o Concílio Vaticano II como a "estrela polar do caminho da Igreja" e apela ao progresso na "reforma eclesial"

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

12 Janeiro 2012

Os haitianos que entraram clandestinamente no Brasil pelo Amazonas e pelo Acre reagiram com preocupação à decisão do governo federal de limitar a entrada de imigrantes ilegais.

A reportagem é de Kátia Brasil e Freud Antunes e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 12-01-2012.

Anteontem, o governo anunciou que pretende facilitar a emissão de até cem vistos por mês diretamente na Embaixada do Brasil em Porto Príncipe. No entanto, o governo quer começar a expulsar aqueles que entrarem no país clandestinamente.

Eles temem que o país feche as fronteiras nos próximos dias e impeça a entrada dos compatriotas que já estão a caminho. O trajeto até a fronteira amazônica dura, em média, seis dias, incluindo viagens de avião, ônibus e barco.

"É preciso pensar nos que estão chegando. Temos gasto até US$ 5.000 na viagem e esse dinheiro é conseguido com muito esforço de toda nossa família", disse Ogiris Theranor, 33, que chegou a Manaus há dois meses.

Os haitianos que já estão no Brasil também disseram estar preocupados com os familiares que ficaram no Haiti. O temor é que as medidas que o governo pretende adotar impeçam a migração de namorados e parentes no futuro.

Parte dos haitianos, porém, achou positivo o anúncio do governo. Ronald Alexis, há três meses no Acre, disse que a emissão de vistos diretamente no Haiti evitará que os imigrantes caiam nas mãos de atravessadores em viagens arriscadas.

"Assim vamos poder pegar um avião e descer do lado brasileiro. Na migração ilegal sofremos muitos dias para chegar aqui", disse.

Os haitianos que já chegaram estão sendo regularizados e terão visto concedido por razões "humanitárias". Em 2011, cerca de 4.000 entraram pela fronteira amazônica.