Bento XVI: a Igreja deve se "desmundanizar"

Mais Lidos

  • O intelectual catalão, que é o sociólogo de língua espanhola mais citado no mundo, defende a necessidade de uma maior espiritualidade em tempos de profunda crise

    “O mundo está em processo de autodestruição”. Entrevista com Manuel Castells

    LER MAIS
  • Trump usa a agressão contra a Venezuela para ameaçar os governos das Américas que não se submetem aos EUA

    LER MAIS
  • "É terrível. Trump está sancionando o retorno à lei da selva". Entrevista com Francis Fukuyama

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

27 Setembro 2011

O Papa Bento XVI se manifestou contra uma modernização da Igreja Católica. A Igreja não deve se adequar à época atual, mas deve se distanciar ainda mais da sociedade, defendeu no sábado o pontífice de 84 anos, na Konzerthaus de Friburgo. Em seu discurso, deplorou um "crescente distanciamento de muitos batizados da vida da Igreja" e destacou: "Novamente, é o momento de encontrar a verdadeira "desmundanização" (Entweltlichung), de remover corajosamente aquilo que há de mundano na Igreja".

A reportagem é do sítio do jornal austríaco Der Standard, 25-09-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O líder da Igreja Católica esclareceu que uma renúncia aos privilégios estatais para a Igreja também é uma oportunidade: "A Igreja liberta de pesos e privilégios materiais e políticos pode se dirigir melhor e de uma forma verdadeiramente cristã a todo o mundo, ser verdadeiramente aberta ao mundo. Pode viver a sua missão a serviço do culto a Deus e a serviço do próximo novamente, com espontaneidade".

Com relação aos abusos sexuais de muitos menores por parte de padres e religiosos, o papa disse: "Torna-se perigoso quando aparecem esses escândalos, em vez do escândalo principal da cruz, tornando-o assim inacessível e escondendo o verdadeiro anúncio cristão por trás dos escândalos dos seus anunciadores".

O papa manifestou claramente o seu ceticismo sobre o processo de diálogo dentro da Igreja. Esse processo de diálogo havia sido iniciado pela Conferência dos Bispos da Alemanha como uma reação ao escândalo dos abusos. Em rodadas de conversas sucessivas com os fiéis da base, discutiram-se possíveis reformas. Entre outros, também se enfrentam problemas como: os leigos também devem poder estar, no futuro, à frente das paróquias? As mulheres podem ter mais direitos na Igreja? Que reformas são necessárias para frear o êxodo de fiéis?