Chilenos vão às ruas para lembrar seu 11 de Setembro

Mais Lidos

  • O manifesto perturbador da Palantir recebe uma enxurrada de críticas: algo entre o tecnofascismo e um vilão de James Bond

    LER MAIS
  • A socióloga traz um debate importante sobre como as políticas interferem no direito de existir dessas pessoas e o quanto os movimentos feministas importam na luta contra preconceitos e assassinatos

    Feminicídio, lesbocídio e transfeminicídio: a face obscura da extrema-direita que viabiliza a agressão. Entrevista especial com Analba Brazão Teixeira

    LER MAIS
  • Trump usa o ataque para promover sua agenda em meio ao bloqueio de informações sobre o Irã e índices de aprovação em níveis historicamente baixos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

12 Setembro 2011

Milhares de pessoas realizaram passeata no centro de Santiago, ontem, em memória das 3.225 vítimas da ditadura militar instalada no país com um golpe há 38 anos.

A informação é do jornal Folha de S. Paulo, 12-09-2011.

Confrontos com a polícia foram registrados, em um dia de tensão nas ruas. Em 11 de setembro de 1973 o governo do então presidente Salvador Allende foi derrubado. Bombardeios aéreos e terrestres foram empregados.

Eleito três anos antes como o primeiro presidente socialista da América Latina, Allende morreu quando as forças golpistas do general Augusto Pinochet atacaram o Palácio de La Moneda.

A sede do governo chileno era o ponto final das manifestações de ontem. Fortemente cercado por forças policiais, porém, o prédio ficou fora do alcance dos protestos.

Convocadas pela Associação de Familiares de Detidos e Desaparecidos, milhares de pessoas saíram às ruas da capital. A multidão seguiu até um memorial às vítimas dos 17 anos da ditadura no Chile, erguido no cemitério geral.

Milhares de pessoas carregavam bandeiras chilenas e cartazes a favor da educação pública - a reforma do sistema educacional é a demanda que aglutina estudantes e outros setores sociais em massivos protestos, há meses.

Um grupo de encapuzados entrou em choque com a polícia. Alguns manifestantes lançaram pedras e queimaram pneus. Os policiais reagiram lançando gás lacrimogêneo e jatos d"água.

Barricadas incendiárias foram montadas na periferia de Santiago e em Valparaíso, deixando um policial ferido e quatro manifestantes presos, segundo a polícia.

Todos os anos são registrados episódios de violência no aniversário do golpe no Chile. Prevendo mais incidentes durante a noite, o governo anunciou reforço policial.