"Era tudo o que queríamos", afirma empresário gaúcho

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02 Agosto 2011

Desoneração de folha de salários para quatro setores beneficia pelo menos três áreas com forte representatividade no Estado.

A reportagem é de Flávio Ilha e publicada pelo jornal Zero Hora, 03-08-2011.

Mesmo com atraso de pelos menos dois anos, as medidas de incentivo industrial anunciadas ontem pela presidente Dilma Rousseff vão gerar reflexos positivos na geração de emprego e renda no Rio Grande do Sul. Afetados pelo menos desde 2005 pela defasagem cambial, setores exportadores gaúchos beneficiados pelo plano Brasil Maior – especialmente calçados e móveis – já fazem as contas do quanto irão crescer.

O impacto, principalmente com a anunciada desoneração da folha salarial, deve ser em curto prazo. Na indústria mobiliária, a expectativa é aumentar em 10% as exportações já no ano que vem. Até 2014, empresários do setor estimam retomar o nível de vendas pré-crise – em 2008, as fábricas gaúchas chegaram a exportar US$ 295 milhões em mercadorias. No ano passado, foram pouco mais de US$ 200 milhões.

– Era tudo o que queríamos. Medidas como a desoneração da folha e a devolução de tributos para investimentos em modernização tecnológica vão nos dar um novo fôlego para competir – avaliou o presidente da Associação das Indústrias de Móveis do Estado (Movergs), Ivo Cansan.

O setor emprega cerca de 40 mil trabalhadores, dos quais 2,8 mil atuam diretamente em produtos para exportação. De acordo com Cansan, o impacto das medidas pode gerar entre 300 e 400 empregos até o final de 2012. No ano que vem, o dirigente estima que as exportações podem alcançar US$ 240 milhões com as medidas de incentivo.

Na indústria calçadista, a economia com mão de obra por conta da isenção da alíquota de INSS deve chegar a 40% sobre o total com mão de obra. O setor emprega 121,8 mil trabalhadores no Rio Grande do Sul. Segundo avaliação da Associação Brasileira das Indústrias de Calçados (Abicalçados), o impacto na competitividade das empresas deve ser sentido em curto prazo. Além disso, as medidas devem compensar em parte a defasagem cambial que prejudica as exportações.

Mesmo assim, a entidade reclamou da demora em adotar as medidas – aponta a Abicalçados, muitas empresas que tinham como foco o mercado externo já fecharam ou mudaram de ramo por conta do real sobrevalorizado em relação ao dólar. Outra crítica diz respeito à regulamentação do pacote. O presidente da Abicalçados, Milton Cardoso, pediu pressa para a aplicação do plano industrial.