Dilma critica programa de regularização fundiária

Mais Lidos

  • “Permitir a instalação de um empreendimento com essa magnitude de demanda sem uma avaliação climática rigorosa significa aprofundar a vulnerabilidade territorial já existente”, afirma a advogada popular

    Data centers no RS e as consequências de sua implementação. Entrevista especial com Marina Dermmam

    LER MAIS
  • Inteligência Artificial e o empobrecimento da Igreja como centro de dados. Artigo de Massimo Faggioli

    LER MAIS
  • Companhias aéreas europeias começam a cortar voos devido à guerra no Irã: Lufthansa anuncia 20 mil cancelamentos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

03 Junho 2011

A presidente Dilma Rousseff disse, durante reunião com governadores da região da Amazônia Legal anteontem, que só um conjunto de políticas públicas na região poderá cessar de vez as mortes por conflitos agrários. Dilma também criticou o andamento do programa de regularização fundiária Terra Legal, criado pelo ex-presidente Lula há dois anos.

A reportagem é de João Carlos Magalhães e publicada pelo jornal Folha de S. Paulo, 04-06-2011.

Segundo a Folha apurou, a presidente fez uma espécie de "mea culpa" da atuação do governo federal na área, dizendo que a atuação da União é historicamente falha na região.

Sobre o Terra Legal, que analisa dar títulos de terras a 180 mil ocupações na Amazônia (correspondentes a 6% do território nacional), Dilma afirmou que ele ainda está aquém do desejo do governo e precisa acelerar.

Há três meses, a Folha revelou que o programa havia cumprido apenas 1,1% da meta de entregar 50 mil documentos até o final do ano passado.

REGULARIZAÇÃO

A falta de títulos das propriedades rurais na Amazônia é um dos fatores estruturais da violência agrária na região, ao estimular a disputa pela terra. A função do programa de regularização fundiária seria justamente brecar esse fator.

A Folha não conseguiu falar com a assessoria do Ministério do Desenvolvimento Agrário sobre as críticas da presidente. Procurado, o Planalto não se pronunciou.

A reunião, na qual estavam também quatro ministros, foi feita para discutir as cinco mortes ocorridas no Pará (quatro) e em Rondônia (uma) de líderes extrativistas e trabalhadores rurais na última semana.

Depois do encontro, o governo anunciou a criação de uma ação policial na região para impedir novas mortes e encontrar os culpados pelas que já ocorreram.