Robôs detectam alto nível de radiação em Fukushima

Mais Lidos

  • Uma (nova) história do deus - Flávio, cristofascista ‘escolhido’ e totalmente crente. Artigo de Fábio Py

    LER MAIS
  • Interesses particulares descolados de apreciação profunda e respeitosa transformaram a cidade em um canteiro de obras que muitas vezes desconsideram o impacto ambiental e social, priorizando apenas o luxo e o lucro. História da cidade está se perdendo

    “Torres e sua natureza estão sendo assaltadas, negligenciadas e transmutadas”. Entrevista especial com Lara Lutzenberger

    LER MAIS
  • A Palantir não vende mais apenas ‘software’: vende uma teoria tecnofascista de governança global

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

18 Abril 2011

Dados coletados por robôs que exploraram o interior dos reatores nucleares da usina de Fukushima indicaram ontem que os níveis de radiação permanecem altos demais para permitir que equipes de trabalho entrem no local para realizar os reparos. Apesar disso, autoridades mantêm o otimismo e acreditam que seguirão o plano para a estabilização da central até o fim do ano.

A notícia é do jornal O Estado de S. Paulo, 19-04-2011;

Engenheiros não conseguem assumir o controle da usina nem entrar nos reatores. Os equipamentos tiveram seus sistemas de refrigeração danificados. A empresa que opera a usina, a Tokyo Electric Power (Tepco), espera reduzir os vazamentos em três meses e resfriar os reatores dentro de nove meses.

"O que os robôs podem fazer é limitado. Em algum momento, pessoas precisarão entrar lá", disse um funcionário da Tepco. O porta-voz do governo, Yukio Edano, diz que é impossível prever quando os dezenas de milhares de moradores da região poderão voltar para suas casas. Edano também não respondeu se todos os moradores poderão voltar.

Uma pesquisa publicada no Japão no fim de semana apontou que a maioria dos japoneses é a favor do aumento de impostos para a reconstrução do país, estimada em US$ 300 bilhões, o que torna a tragédia o desastre natural mais caro da história. Quase 70% das pessoas ainda reprovam a reação do governo à crise nuclear e disseram que o primeiro-ministro, Naoto Kan, deveria ser substituído.

Segundo a polícia japonesa, as cidades que tinham mais habitantes idosos foram as mais afetadas pela tragédia. Mais da metade das vítimas tinha mais de 65 anos e a maior parte das mortes foi causada por afogamento.

Até agora, o número de mortes confirmadas é de 13.843. Outras 14.030 pessoas estão desaparecidas. Dos 9.112 mortos que viviam nas províncias de Iwate, Miyagi e Fukushima, as mais atingidas pelo tsunami, 54,8% tinham mais de 65 anos.

Segurança

Segundo a polícia de Miyagi, cerca de 95,8% das vítimas na cidade morreram afogadas. Os números mostram que os desmoronamentos causados pelo terremoto não foram a principal causa da tragédia.

Fumihiko Imamura, especialista em tsunamis da Universidade de Tohoku, afirmou que, com a tragédia, os governos deveriam planejar cidades com zonas costeiras mais seguras para as pessoas da terceira idade, com maior acessibilidade em casos de emergências.