Experiência nasceu na Cobrasma, em Osasco

Mais Lidos

  • Escravidão moderna, trabalhadores desprotegidos e precarização universalizada. Entrevista com Reginaldo Ghiraldelli

    LER MAIS
  • Médico defende cuidados paliativos no fim da vida e amenização total da dor em pacientes terminais. “O alívio deve ser na dor total: física, espiritual e emocional”, diz

    Cuidados paliativos: 86% das pessoas que precisam de auxílio no fim da vida são abandonadas. Entrevista especial com Angelo Atalla

    LER MAIS
  • O triunfo do infame. Artigo de Jorge Zepeda Patterson

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

12 Abril 2011

Quando as tropas invadiram as metalúrgicas de Osasco (SP), em junho de 1968, para debelar as primeiras greves sindicais desde o início do governo militar, as primeiras experiências de comissões sindicais eram o centro do movimento. Fundada em 1965 pelo operário José Ibrahim, então com 18 anos, a primeira comissão de fábrica, na Cobrasma, em Osasco, ainda era ilegal. O Sindicato dos Metalúrgicos de Osasco estava sob intervenção do regime militar. Ibrahim criou a comissão, que passou a representar os funcionários. A empresa o reconheceu em 1966 e, no ano seguinte, Ibrahim venceu as eleições no sindicato. Sob sua presidência, a categoria entrou em greve em junho de 1968.

A reportagem é de João Villaverde e publicada pelo jornal Valor, 13-04-2011.

"Paramos 22 mil trabalhadores em Osasco, onde já tínhamos desenvolvido uma série de comissões de fábrica, sendo três delas legalizadas, ou seja, reconhecidas pelas empresas como `braços` do sindicato para negociação direta", diz Ibrahim. As tropas do governo não só debelaram o movimento e afastaram os diretores do sindicato, como desativaram as comissões. Ibrahim ingressou na Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), movimento de luta armada, e foi preso em fevereiro de 1969. Ibrahim fez parte do grupo de 15 presos políticos liberados pelo regime em setembro de 1969, em troca da soltura do embaixador americano Charles Elbrick, sequestrado pelo grupo MR-8.

Sobre o modelo defendido atualmente pelos metalúrgicos do ABC, Ibrahim é direto: "Os sindicatos devem mesmo ampliar os canais de negociação direta com as empresas, mas o projeto, para ser ampliado, deve levar em consideração que a maior parte dos sindicatos não goza da mesma organização que eles."