Cortes no orçamento. "A política do Banco Mundial"

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01 Março 2011

O Portal UOL mostra que os cortes orçamentários - detalhados ontem – incluíram a retirada de R$ 2 bilhões da Previdência Social, que estavam reservados para ressarcir os aposentados que foram prejudicados por reformas da previdência anteriores. Mesmo que este ressarcimento tenha sido ordenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Ou seja: o pagamento da dívida com os aposentados – já confirmada pela Suprema Corte do país - pode ficar para depois, mas a questionável dívida financeira  com os grandes rentistas e banqueiros sempre é paga em dia, ou até antecipadamente ou mesmo com ágio.

A análise é do sítio Auditoria Cidadã da Dívida, 01-02-2010.

No dia seguinte ao detalhamento do corte de R$ 50 bilhões – que prejudicou a Previdência, servidores públicos, e diversas áreas sociais - a Presidente Dilma anunciou o aumento do gasto com o Bolsa Família em R$ 2,1 bilhões, ou seja, um valor equivalente a apenas 4% do corte detalhado ontem. Confirma-se, portanto, o alerta dado por este boletim no ano passado, no dia 1/11/2010, dia seguinte à eleição:

Destaca-se também na fala da presidente eleita o seguinte trecho: "Mas recusamos as visões de ajustes que recaem sobre os programas sociais, os serviços essenciais à população e os necessários investimentos." Tal trecho dá a entender que, portanto, pode haver um amplo ajuste fiscal em todas as demais áreas, que não sejam o Programa Bolsa Família e outros gastos focalizados. O ajuste poderia se dar, por exemplo, na Previdência, no funcionalismo público e outros gastos sociais.

Tal política segue o receituário do Banco Mundial, de continuidade das políticas neoliberais – principalmente o "ajuste fiscal" – mas com pequenas concessões focalizadas aos mais pobres, legitimando o sistema, o que se convencionou chamar de "Novo Consenso de Washington".