"Será mesmo que precisamos de mais mata?’

Mais Lidos

  • Começa a Copa do Mundo mais quente de todos os tempos, encobrindo os petrodólares por trás das mudanças climáticas

    LER MAIS
  • “O governo ficou seduzido pelas possibilidades arrecadatórias das bets e se juntou ao lobby das empresas de apostas”, alerta o pesquisador

    Copa do Mundo e a influência das bets no mercado nacional. Entrevista especial com Marcelo Pereira de Mello

    LER MAIS
  • A Anthropic revela ao público sua arma mais poderosa: Claude Fable 5, a IA dos Mythos, chega ao mercado

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

07 Fevereiro 2011

"Será mesmo que precisamos de mais mata?". A pergunta veio nesta quinta-feira de Cesário Ramalho, presidente da Sociedade Rural Brasileira. Foi durante um debate promovido pelo Canal Rural sobre as mudanças no Código Florestal propostas pelos ruralistas. Do outro lado da linha, o diretor de campanhas do Greenpeace, Sergio Leitão, dizia que, sim, precisamos de mais mata. E o porque disso nunca esteve tão claro: quanto menos árvores, menos proteção do solo e mais eventos climáticos extremos. "Quem perdeu com as enchentes do Rio de Janeiro foram os agricultores", lembrou.

A notícia é do sítio Greenpeace, 04-02-2011.

Em cerca de uma hora de debate, Leitão acabou encarando não só Ramalho, mas também João Batista Olivi, que deixou seu posto de mediador e saiu em franca defesa do relatório do deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). Os dois usaram o velho argumento de que as organizações ambientalistas querem inviabilizar a produção do país. Mas o diretor do Greenpeace tinha do seu lado a própria história da legislação: "O Código Florestal foi criado pelo Ministério da Agricultura. Não foi coisa de ambientalista. O Greenpeace nem existia na época".

Enquanto o presidente da SRB falava com todas as letras que não precisamos de Reserva Legal e podemos flexibilizar as Áreas de Preservação Permanente (APPs), Leitão lembrava que a comunidade científica está indignada por não ter sido ouvida pelos ruralistas. E pediu bom senso: em vez de simplesmente derrubar a lei que protege nossas matas, a discussão deveria ser como cumpri-la. "Por que a gente vai fazer uma legislação que vai deixar a agricultura com visão de que quer destruir e não sabe crescer sem respeitar o meio ambiente?". É a própria economia do país que sairia perdendo.