Violência pode voltar ao Sudão após referendo

Mais Lidos

  • Drones e fuzileiros navais infiltrados: EUA planejam desembarque no Irã. Líder da Marinha morto. Artigo de Gianluca Di Feo

    LER MAIS
  • Espanha autoriza eutanásia de jovem de 25 anos após batalha judicial de quase dois anos

    LER MAIS
  • Conversamos com a repórter internacional Patricia Simón sobre como sobreviver emocional e politicamente num mundo onde o ódio e a desumanização são impostos, e sobre o ecofeminismo como um baluarte contra a onda reacionária que busca nos destruir

    O amor como ética pública e resistência. Entrevista com Patricia Simón

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

15 Janeiro 2011

O fim do referendo sobre a independência do Sudão do Sul, que terminou ontem, traz expectativas de mais violência, principalmente em Abyei, região rica em petróleo, que registra inúmeros conflitos tribais. Durante a votação, pelo menos dois confrontos foram noticiados. Observadores atribuem a causa da violência recente à migração de sudaneses do sul, que retornavam às cidades de origem para votar.

A reportagem é de Guilherme Russo e publicada pelo jornal O Estado de S. Paulo, 16-01-2011.

Com a independência decretada, porém, esse fluxo tende a aumentar. E, com ele, os conflitos. Para prevenir, a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) está aumentando o número de médicos e enfermeiros em sua unidade de Agok, 40 quilômetros ao sul de Abyei, segundo informou o chefe da missão da ONG no sul do Sudão, Emmanuel Roussier.

"Tensões entre diferentes tribos intensificaram-se, principalmente depois que a migração começou a aumentar", afirmou desde Juba, cidade que abrigará a capital do novo país. De acordo com o MSF, dezenas de milhares de sudaneses do sul retornaram tanto do norte quanto do exterior por causa do referendo.

As informações sobre os últimos confrontos são desencontradas. Na semana passada, após um suposto ataque da tribo misseryia - muçulmanos que disputam o direito de criar gado em Abyei - a um vilarejo da região, foram anunciadas as mortes de 20 policiais e 10 militantes. Em um outro conflito, um ônibus de sudaneses do sul foi atacado - 10 pessoas morreram e 18 ficaram feridas.

Roussier contou que nove adultos atingidos por disparos receberam socorro em Agok. Um deles morreu no hospital, ferido no abdômen. A ONU anunciou um reforço de tropas na região depois dos confrontos.