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23 Junho 2011

Enquanto os alunos do ensino médio se mantinham firmes em seus protestos contra o governo de Sebastián Piñera, no Chile, uma reivindicação de trabalhadores e líderes da oposição se somava a eles, que considera exígua uma proposta de reajuste do salário mínimo.

A reportagem é do jornal Página/12, 23-06-2011. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

As federações de estudantes do ensino médio mantêm paralisados cerca de 300 escolas e institutos de todo o país, contra a agenda de privatização do governo, ao qual exigem uma nova Constituição que garanta o direito a uma educação estatal e gratuita em todos os níveis de ensino.

A Coordenadoria Nacional dos Estudantes Secundaristas convocou os jovens a se manifestarem hoje por meio de marchas e de outros atos de protesto até que o palácio La Moneda responda às demandas propostas.

Trabalhadores, especialistas e setores da oposição criticaram, além disso, um projeto de reajuste do salário mínimo apresentado pelo governo, por considerá-lo insuficiente em meio ao encarecimento da vida nesse país sul-americano. A proposta da La Moneda, que eleva de cerca de 369 a 389 dólares aproximadamente a renda mínima mensal a partir do dia 10 de julho próximo, foi aprovada pela Câmara dos Deputados com o respaldo das bancadas da situação.

Segundo o deputado e presidente do Partido Comunista (PCCH), Guillermo Teillier, a iniciativa do Executivo "só distribui a pobreza entre os trabalhadores e não leva em conta que o Chile é um país com enormes desigualdades". O deputado Lautaro Carmona, também do PCCH, lembrou os fracassos da legislação trabalhista, que "tira peso da sindicalização e, portanto, da capacidade de negociação dos trabalhadores".