Cimi: Prefeitura de Canela desrespeita a lei e acordo ao apreender artesanatos indígenas

Operação da prefeitura de Canela ocorreu na sexta-feira | Foto: Reprodução Cimi

Mais Lidos

  • Bispos lefebvrianos: do cisma à heresia? Artigo de Lorenzo Prezzi

    LER MAIS
  • Lefebvrianos, a Santa Sé formaliza o cisma: "As portas se abrem para os fiéis que não aderirem"

    LER MAIS
  •  “Dos 38 bilhões gastos com impactos negativos gerados pelas bets, 30 bilhões são associados à saúde mental. Esse valor diz respeito ao uso de drogas, alcoolismo, depressão, ansiedade e suicídio”, informa a pesquisadora

    Custo social das bets é quase 4 vezes a arrecadação fiscal. Entrevista especial com Tiago Braga e Dayana Rosa

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

06 Dezembro 2022

Uma operação de fiscalização da prefeitura de Canela, no interior do Rio Grande do Sul, apreendeu na sexta-feira (2) materiais, artes e utensílios de indígenas Kaingang que comercializavam artesanato na cidade.

A reportagem foi publicada por Sul21, 04-12-2022.

O equipe da região sul do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) denuncia que a operação contraria a lei estadual 15.539 de 2020, que reconhece o artesanato indígena como de relevante interesse cultural. Imagens feitas por moradores da cidade e divulgadas nas redes sociais mostram agentes municipais recolhendo artesanatos e desmontando completamente as barracas em que os indígenas comercializavam os produtos. Os materiais são colocados em uma caminhonete.

A operação ocorreu diante da Igreja Matriz de Nossa Senhora de Lourdes, um dos principais pontos turísticos da cidade.

Além de considerar uma violação da lei, o Cimi destaca um acordo firmado entre Ministério Público Federal, a prefeitura e indígenas garantia espaços de comercialização dos artesanatos dos Kaingang em Canela.

“A lei determina que o Estado faça parceria com os Municípios e estabeleça políticas de acolhimento, organização de espaços para as atividades de comercialização dos artesanatos indígenas. No entanto, a prefeitura de Canela, ao apreender os produtos indígenas, descumpriu o acordo, desrespeitou a lei”, diz nota do Cimi.

A entidade diz que os indígenas vão acionar o MPF para garantir a liberação dos materiais apreendidos, bem como da retomada do acordo, viabilizando os espaços para a exposição dos artesanatos a serem comercializados.

Acordo para garantir a comercialização foi firmado em reunião com MPF e Prefeitura

Foto: Divulgação Cimi

Leia mais