O Papa, aos refugiados de Chipre: “Cuidaremos deles, como Igreja, nos próximos meses”

Papa durante visita aos refugiados, no Chipre (Foto: Vatican Media)

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23 Dezembro 2021

 

  • "Durante a minha viagem ao Chipre e à Grécia - disse o Santo Padre - pude tocar com as minhas próprias mãos, mais uma vez, a humanidade ferida dos fugitivos e migrantes. Também vi como apenas alguns países europeus suportam a maior parte das consequências do fenômeno migratório na zona mediterrânica, quando na realidade é uma responsabilidade partilhada, da qual nenhum país se pode eximir".

 

  • "Francisco saudou, no final da audiência, a menina que conheceu em Lesbos, juntamente com a sua família, que tinha vindo a Roma para se curar graças à intervenção do Papa e aos esforços da Comunidade de Sant'Egidio"

 

A reportagem é publicada por Religión Digital, 22-12-2021.

 

O Papa Francisco reiterou a necessidade de um compromisso concreto e geral para enfrentar o fenômeno migratório, especialmente na área do Mar Mediterrâneo, que mais uma vez testemunhou uma nova tragédia em meio ao silêncio geral. Em uma semana, mais de 160 fugitivos morreram afogados no trecho de mar entre a Líbia e a ilha italiana de Lampedusa.

Na audiência geral desta manhã, o Pontífice fez um novo e sincero apelo a toda a comunidade internacional. No final, como referiu Matteo Bruni, Francisco saudou a menina que encontrou em Lesbos, junto com a sua família, que tinha vindo a Roma para se curar graças à intervenção do Papa e aos esforços da Comunidade de Sant'Egidio.

 

Acolher como uma responsabilidade compartilhada

 

Durante a minha viagem ao Chipre e à Grécia - disse o Santo Padre - pude tocar com as minhas próprias mãos, mais uma vez, a humanidade ferida dos fugitivos e migrantes. Também vi como são poucos os países europeus que suportam a maior parte das consequências do fenômeno migratório na zona mediterrânica, quando na realidade é uma responsabilidade partilhada, da qual nenhum país se pode eximir”.

O Papa recordou a seguir como, "graças à generosa abertura das autoridades italianas", pôde trazer a Roma um grupo de pessoas que conheceu durante a sua última viagem. "Hoje alguns deles estão aqui entre nós. Bem-vindos!"

“Cuidaremos deles, como Igreja, nos próximos meses.” É “um pequeno sinal”, sublinhou, “que espero sirva de estímulo para outros países europeus, para que permitam à sua Igreja local cuidar de outros irmãos e irmãs que precisam de ser deslocados com urgência”.

 

Abra uma porta para os migrantes

 

Outra necessidade destacada pelo Papa Francisco foi, após a recepção, a da integração dos migrantes.

“Existem muitas Igrejas locais, congregações religiosas e organizações católicas dispostas a recebê-los e acompanhá-los para uma integração fecunda. Eles só precisam abrir uma porta!".

 

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