Como ele amou. Reflexão de José Tolentino Mendonça

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27 Mai 2019

"E amar é dizer ao outro: você não morrerá. Esta é a garantia de Deus, seu gesto definitivo que recria a história".

O comentário é do arcebispo, poeta e teólogo português José Tolentino Mendonça, publicado por Avvenire, 26-05-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Eis o comentário.

Uma das antífonas mais repetidas nesta época de Páscoa nos serve como um poderoso contraforte para a fé. É esta: 'Resurrexit sicut dixit'. Jesus ressuscitou como havia prometido. No evento pascal, temos assim a confirmação da Palavra do próprio Cristo, na qual podemos depositar toda a nossa confiança.

O apóstolo Paulo quer nos lembrar disso, quando afirma que, se Cristo não tivesse ressuscitado, arruinaria todo o edifício do cristianismo.

Nesse sentido, esta antífona deve ser considerada como o fundamento festivo da nossa alegria, a alavanca da nossa esperança. Também é bom pensar na variação que um copista medieval introduziu, talvez por engano, talvez devido a um esforço de aprofundamento teológico. Deus realmente escreve certo em nossas pobres linhas tortas. Um amanuense escreveu: 'Resurrexit sicut dilexit'.

Ele ressuscitou como amou. Ele ressuscitou não apenas como havia predito a seus discípulos, mas de acordo com a constante qualidade de seu amor. É importante conectar a hermenêutica da Ressurreição ao amor, já que esta é uma chave necessária para iluminar o mistério. Para aquele Filho "obediente até a morte e a morte da cruz", Deus permanece fiel com todo o seu amor. E amar é dizer ao outro: você não morrerá. Esta é a garantia de Deus, seu gesto definitivo que recria a história.

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