Jesuítas no Chile sancionam padre por cometer “transgressões de natureza sexual”

Foto: Pixabay

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27 Março 2019

A Companhia de Jesus no Chile suspendeu o sacerdote Juan Pablo Cárcamo por fatos que não se provaram como delitos canônicos, mas que são considerados “transgressões de natureza sexual”.

A reportagem foi publicada por ACI Prensa, 26-03-2019. A tradução é de Graziela Wolfart.

Em um comunicado de 22 de março de 2019, a instituição assinalou que o provincial P. Cristián del Campo impôs ao denunciado “a medida de proibição por dez anos de acompanhamento espiritual de pessoas e direção de retiros espirituais, e pela supervisão periódica por parte de dois jesuítas no exercício de seu ministério sacerdotal”.

A sanção se dá depois de concluir a investigação canônica realizada pelo advogado Waldo Bown e pela consulta a canonistas, diante de duas denúncias recebidas em 2018 contra o Pe. Cárcamo.

A Companhia esclareceu que estas denúncias “não envolvem menores de idade” e que se referem a “fatos que, sem serem provados como delitos canônicos, foram considerados como transgressões de natureza sexual a duas mulheres, em um caso ocorrido no começo dos anos 90 e no outro, em meados da década passada”.

“A Companhia de Jesus reitera seu compromisso com o cuidado das pessoas e a promoção de ambientes sadios e seguros”, conclui o comunicado.

Fim da investigação prévia

Na mesma ocasião, a Companhia de Jesus no Chile emitiu outro comunicado no qual informou sobre o término de uma investigação prévia ao Pe. Eduardo Ponce, denunciado por suposto abuso sexual a um menor.

Segundo a instituição explicou, a denúncia se refere a “uma ação de conotação sexual a um menor de 17 anos de idade”.

A investigação realizada pela advogada Ximena Marcazzolo foi concluída em 25 de janeiro de 2019 e “não provou a verossimilhança do delito denunciado”, indicou a Companhia.

“De qualquer forma, dado que as causas de menores estão reservadas à Congregação para a Doutrina da Fé, todos os antecedentes da investigação foram remetidos à Cúria Geral da Companhia de Jesus em Roma para seu conhecimento. Igualmente, os antecedentes foram apresentados diante da Promotoria Nacional”, assinala o comunicado.

Uma vez iniciada a investigação prévia, o Pe. Ponce ficou suspenso do trabalho pastoral com menores. A Companhia de Jesus indicou que continuará com esta medida “até que se receba resposta da Congregação para a Doutrina da Fé”.

“Nos unimos ao esforço que toda a Igreja está fazendo para erradicar qualquer tipo de abuso e formar comunidades sadias e seguras para todos aqueles que se aproximam de nós e esperam um espaço de confiança para viver sua fé ou para receber a ajuda de nossas obras e instituições”, concluiu a instituição.

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