Uma Igreja rotineira que resiste ao chamado de Francisco

Foto: Mazur/catholicnews/ Flickr

Mais Lidos

  • Observando em perspectiva crítica, o que está em jogo no aceleracionismo é quem define o ritmo das questões sociais, políticas e ambientais

    Aceleracionismo: a questão central do poder é a disputa de ritmos. Entrevista especial com Matheus Castelo Branco Dias

    LER MAIS
  • Em decisão histórica, Senado rejeita nome de Messias ao STF

    LER MAIS
  • Entre a soberania, o neoextrativismo e as eleições 2026: o impasse do Brasil na geopolítica das terras raras. Artigo de Sérgio Botton Barcellos

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

01 Junho 2018

"Os padres, nas missas de domingo em tantas paróquias do país, em boa parte fazem sermões vazios e para eles não há crise nem Francisco", escreve Luiz Alberto Gomez de Souza, sociólogo.

Eis o comentário.

A querida amiga Inês Ferreira postou a seguinte mensagem no facebook:

“Ontem fui à missa e não houve uma mísera menção à crise desses últimos dias, uma prece sequer. Como acreditar nesses religiosos? Como falam sobre a Trindade, comunidade de amor, e são incapazes de trazer à tona o sofrimento de sua comunidade, de seu povo? A missa e o Evangelho, quando se tornam uma abstração , não podem mesmo chegar ao coração dos fieis.”

Acrescentei meu comentário:

“Os padres, nas missas de domingo em tantas paróquias do país, em boa parte fazem sermões vazios e para eles não há crise nem Francisco. A fila da comunhão é tão automática como a de pôr dinheiro no ofertório. O abraço da paz fica falso, sinal protocolar de boa educação. O público está na maioria depois dos 50 anos. Que jovens dinâmicos e críticos seriam atraídos por esses rituais ocos?

E a pastoral mais importante é a do dízimo... Cumpre-se mecanicamente o preceito exigido pelo código canônico. Formalmente válido, na realidade faz lembrar os "sepulcros caiados". Rito estereotipado, difícil chamar de celebração da comunhão. Onde fica o chamado de Jesus à misericórdia e ao Amor? E depois se queixam da multiplicação de pequenas comunidades pentecostais onde as pessoas são chamadas pelos nomes e se sentem acolhidas...

Leia mais