Agronegócio é o dono das terras do Brasil

Foto: Wikipedia

Mais Lidos

  • O manifesto perturbador da Palantir recebe uma enxurrada de críticas: algo entre o tecnofascismo e um vilão de James Bond

    LER MAIS
  • A socióloga traz um debate importante sobre como as políticas interferem no direito de existir dessas pessoas e o quanto os movimentos feministas importam na luta contra preconceitos e assassinatos

    Feminicídio, lesbocídio e transfeminicídio: a face obscura da extrema-direita que viabiliza a agressão. Entrevista especial com Analba Brazão Teixeira

    LER MAIS
  • ​Economista e jesuíta francês ministra videoconferência nesta terça-feira, 28-04-2026, em evento promovido pela Comissão para Ecologia Integral e Mineração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com Instituto Humanitas Unisinos – IHU

    Gaël Giraud no IHU: Reabilitar os bens comuns é uma resposta política, social, jurídica e espiritual às crises ecológicas e das democracias

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

25 Março 2017

Apesar de discursos recorrentes de que “há muita terra para pouco índios” e dos atuais projetos que tentam diminuir as áreas de conservação no país, é o agronegócio que ocupa a maior parte do território nacional, segundo dados do Atlas Agropecuário lançado pelo Imaflora, GeoLab da Esalq/USP e a KTH da Suécia.

A reportagem foi publicada por Amazônia.org, 24-03-2017.


53% da malha fundiária é privada no Brasil, sendo 28% destas consideradas grandes propriedades, ou seja, maiores do que 15 módulos fiscais. As áreas protegidas somam 27% – incluindo terras indígenas – e os assentamentos apenas 5%. Os outros 10% são terras não destinadas e 5% foram classificados como “outros”. O bioma Amazônia concentra 98% das áreas de conservação, localizadas principalmente nos estados do Amazonas e Pará, regiões de fronteira agropecuária.

O projeto que deu origem ao Atlas criou uma base de dados georreferenciada da malha fundiária de todo o território nacional. Englobando aproximadamente 6,7 milhões de polígonos, utilizando 20 categorias de bases de dados oficiais incluindo, por exemplo, as áreas protegidas nacionais e estaduais, as bases de imóveis e de assentamentos do INCRA e os polígonos de imóveis do CAR (Cadastro Ambiental Rural), que juntas recobrem 80% do país.

Segundo o professor Gerd Sparovek do GeoLab a “o Atlas fornecerá informações e análises para uma melhor compreensão da agropecuária brasileira e poderá apoiar decisões e a formulação de políticas públicas e privadas para o setor”.

Acesse aqui o Atlas da Agropecuária Brasileira.

Leia mais