EUA: separar mãe e filhos, a nova ideia para frear os migrantes

Mais Lidos

  • Conhecer Jesus. Artigo de Eduardo Hoornaert

    LER MAIS
  • Freira de 82 anos é morta em convento brasileiro

    LER MAIS
  • Para o pesquisador e membro do coletivo Aceleracionismo Amazônico, é necessário repensar radicalmente as possibilidades políticas tributárias de um paradigma prenhe de vícios modernos

    Pensar de modo abolicionista produz uma ética da generosidade. Entrevista especial com Bräulio Marques Rodrigues

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

06 Março 2017

São 54 mil os menores acompanhados que entraram ilegalmente nos Estados Unidos vindos do México nos últimos meses, muitos mais em comparação com o período anterior. Assim, o Departamento de Segurança Nacional dos Estados Unidos estaria avaliando o projeto de dividir as mães e os filhos que entram ilegalmente do México.



A reportagem é de Riccardo Cristiano, publicada no sítio Vatican Insider, 04-03-2017. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A proposta teria sido confirmada à agência Reuters por fontes governamentais. A intenção é a de criar um impedimento que contenha o grande número de mulheres que, fugindo da pobreza e de violências generalizadas, incluindo sexuais, entram com os seus filhos ainda menores nos Estados Unidos. O projeto preveria que as mulheres fiquem detidas até o procedimento de expulsão ou a concessão de asilo, enquanto os menores seriam confiados em custódia.

O projeto corresponde ao anúncio do presidente Trump de querer superar o atual sistema em que os migrantes esperam em liberdade a decisão sobre o seu status, depois de um breve período de detenção, já que uma decisão da Corte Federal proíbe a detenção prolongada de menores.

De acordo com a rede de televisão MSNBC, o chefe da Divisão de Pedidos de Asilo, John Lafferty, disse durante uma reunião que o Departamento de Segurança Nacional já teria identificado 20 mil possíveis postos-leito para migrantes ilegais à espera de expulsão ou de asilo. Questionado para comentar, Lafferty respondeu que não podia falar a respeito.

Marielena Hincapie, diretora executiva do National Immigration Law Center, declarou que o novo projeto “poderia causar traumas psicológicos irreversíveis para os menores, especialmente se a separação da mãe ocorresse depois de uma viagem perigosa” e sofrida, como quase sempre acontece. E que o governo pode ser forçado a ter que enfrentar desafios legais com base nas leis sobre o direito de família e a imigração.

Dom Domenico Mogavero, bispo de Mazara del Vallo e canonista, sublinhou que “essa casuística certamente não é uma peculiaridade estadunidense. Aqui na Sicília, assistimos há anos desembarques com inúmeras mães que trazem menores consigo, crianças, até mesmo lactantes. É um absurdo pensar em separá-las dos seus filhos, porque nenhuma lei positiva pode ir contra a natureza, e o trauma psicológico para o menor, já em evidente condição desconfortável, certamente seria grave e provavelmente irreversível”.

Leia mais