A exploração da água é apontada como uma das causas da crise hídrica no mundo

Barragem de Jucazinho, em Pernambuco, entra em colapso. | Foto: Divulgação - Compesa

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24 Fevereiro 2018

Seminário vai discutir os interesses econômicos por trás da crise que torna a água um recurso escasso no Brasil.

A informação é publicada por Observatório Nacional de Justiça Socioambiental Dom Luciano Mendes de Almeida (OLMA).

Dois eventos internacionais contrapostos serão realizados em março, em Brasília: O 8º Fórum Mundial da Água, organizado pelo Conselho Mundial de Água, e o Fórum Alternativo Mundial da Água (FAMA) que, paralelamente ao palco oficial, reunirá organizações e movimentos sociais ligados à defesa da água como direito elementar do ser humano.

Os dois encontros motivaram a temática do seminário Diálogos em Construção de fevereiro - “Água: Mudanças Climáticas e Superexploração Econômica no Centro da Crise Hídrica”.

O Diálogos será no próximo sábado (24), das 8h30 às 12h, no Centro Cultural de Brasília (CCB). Para falar, virão o pesquisador do Centro de Estudos em Águas Subterrâneas da USP (CEPAS – USP), Oswaldo Aly Júnior, que também integra a Associação Brasileiras de Reforma Agrária (ABRA), e a antropóloga Moema Miranda, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UERJ), membro do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial.

“Um processo de mudanças climáticas, de caráter planetário, vem ocorrendo há duas ou três décadas. No Brasil em particular, essas mudanças alteram fortemente o regime das chuvas. Mas é peculiar a situação do País nesse contexto, pelo fato de termos adotado um modelo de especialização primário exportadora na produção 'commodities' agropecuárias e minerais, desde início dos anos 2000, cuja exploração econômica é fortemente incidente sobre utilização e desperdício da água”, explica Guilherme Delgado, um dos coordenadores do Diálogos em Construção, organizado pelo Observatório de Justiça Socioambiental Dom Luciano Mendes de Almeida (OLMA).

O 8º Fórum Mundial da Água reunirá, no Centro de Convenções Ulysses Guimarães e no ginásio Mané Garrincha, cerca de 7 mil congressistas – representantes de governos, empresas e universidades - e 33 mil visitantes. Objetivo do evento é colocar os principais atores envolvidos com tema para discutir políticas e técnicas de gestão e uso sustentável dos recursos hídricos.

Já o FAMA será no Campus da UnB, contando também com atividades descentralizadas em outros pontos da capital brasileira. O objetivo é unificar internacionalmente a luta contra as grandes corporações que querem se apropriar das reservas naturais de água. O que se pretende, segundo os organizadores, é denunciar práticas que impõem fortes impactos financeiros e restrições de acesso à população de todo o mundo à água, situação que afeta sobretudo os mais pobres.

Serviço:

Diálogos em Construção: Água: Mudanças Climáticas e Superexploração Econômica no Centro da Crise Hídrica

Debatedores: Oswaldo Aly Júnior, engenheiro do Centro de Estudos em Águas Subterrâneas da USP (CEPAS – USP) e da Associação Brasileiras de Reforma Agrária (ABRA), e Moema Miranda, antropóloga da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UERJ).

Data: 24 de fevereiro das 08:30 a 12.00 horas.

Local: Sala Anchieta do Centro Cultural de Brasília – CCB, Via L2 Norte Quadra 601-B, SGAN.

Realização: Observatório Nacional de Justiça Socioambiental Dom Luciano Mendes de Almeida (OLMA)

Assessoria de Imprensa: Edla Lula (61) 9 9991 - 5946

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