“Vivemos na sociedade do estorvo”, constata novo arcebispo de Paris

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

13 Janeiro 2018

“Vivemos na sociedade do estorvo”. O novo arcebispo de Paris, Michel Aupetit, concedeu uma entrevista ao jornal Le Monde em que defende “a capacidade de uma sociedade para integrar a fragilidade”, frente ao aborto, à eutanásia ou ao descarte.

A reportagem é de Jesús Bastante, publicada por Religión Digital, 12-01-2018. A tradução é de André Langer.

Na opinião de Aupetit, o que está em jogo hoje é a defesa de uma sociedade humana, pois “o que nos faz humanos é a solidariedade com os mais fracos” e também com os imigrantes, em uma “acolhida incondicional de todas as pessoas”.

“Como fazer para que cada pessoa possa encontrar seu lugar, mas pensando em todos os outros?”, pergunta-se o bispo, que é médico de profissão, e entrou no seminário aos 39 anos. Durante a sua carreira profissional, ele lidou especialmente com deficientes: “Eles me ensinaram mais do que o resto dos meus pacientes”, afirma.

É por isso que o arcebispo de Paris considera “medonho” que “se elimine as pessoas com deficiências antes de nascerem”. Nesse sentido, relata como “um amigo belga me contou que seus pais já haviam integrado a ideia de que se algum dia estiverem mal de saúde estavam preparados para morrer”.

“Para esse casal de idosos belgas, tornou-se normal passar pela eutanásia”, disse dom Aupetit. “Vivemos na sociedade do estorvo”, conclui.

Leia mais