Porto Alegre. Mães trancam portões de escola em protesto contra mudanças propostas por Marchezan

Mais Lidos

  • Começa a Copa do Mundo mais quente de todos os tempos, encobrindo os petrodólares por trás das mudanças climáticas

    LER MAIS
  • “O governo ficou seduzido pelas possibilidades arrecadatórias das bets e se juntou ao lobby das empresas de apostas”, alerta o pesquisador

    Copa do Mundo e a influência das bets no mercado nacional. Entrevista especial com Marcelo Pereira de Mello

    LER MAIS
  • A Anthropic revela ao público sua arma mais poderosa: Claude Fable 5, a IA dos Mythos, chega ao mercado

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

31 Março 2017

A manhã de quinta-feira iniciou cedo para um grupo de mães de alunos da Escola Municipal de Ensino Fundamental José Loureiro da Silva, localizada no bairro Cristal, zona sul da capital. Desde às 6h, elas se mobilizaram diante do colégio para protestar contra as mudanças nos horários da rede municipal determinadas pelo prefeito Nelson Marchezan Jr (PSDB). As mães bloquearam os portões da escola e impediram o acesso de alunos para as aulas.

A reportagem é de Milena Giacomini, publicada por Sul21, 30-03-2017.

A mobilização foi organizada pelo grupo chamado Comissão de Mães, composta por 12 pessoas que vêm se reunindo desde o anúncio das novas diretrizes, em fevereiro. Elas lutam pela permanência da antiga rotina escolar. Segundo Carla Eduarda Tatsch, mãe de um aluno de oito anos, as mudanças afetam profundamente o cotidiano de pais que precisam largar os filhos na escola para conseguir trabalhar – o início das aulas foi atrasado das 7h30 para às 8h. “Têm dias que eu chego às quinze para as seis aqui e já têm alunos esperando para entrar na escola. Como vai ser quando as atividades iniciarem somente às 8h?”, questiona.

Ao longo da manhã, outras mães foram aderindo ao protesto, causando bloqueios na Av. Capivari. Para Carla Eduarda, a escola tem um diferencial no trato com os alunos e presta o suporte necessário para mães que passam o dia fora trabalhando. “O meu filho entrou na escola com 5 anos e é super educado. E eu sei que não é só pela educação em casa, é também pelas professoras que fazem parte do convívio”, desabafa.

Segundo Carla Eduarda, o protesto seguirá durante o dia. “Vamos permanecer aqui o dia todo, vamos lutar pela educação dos nossos filhos”, declara.

Outros protestos, organizados pela Comissão de Mães, já ocorreram diante da Prefeitura e em vias da zona sul da Capital. Carla Eduarda promete seguir protestando para manter a antiga rotina. “Não vamos desistir. Não vamos parar”.

Leia mais