Odebrecht é o rei dos malandros

Mais Lidos

  • Política das imagens, ecologia do olhar e memória ativa são contrapontos aos regimes de anestesia que banalizam o horror, o esquecimento acelerado e a saturação, convertendo tudo em “circulação descartável”

    A cultura como campo de insurgências e resistências ao capitalismo mafioso. Entrevista especial com Ivana Bentes

    LER MAIS
  • Mulher é assassinada a facadas em Esteio; RS chega a 23 casos de feminicídio em 2026

    LER MAIS
  • Após embates com o agronegócio, governo lança oficialmente o Plano Clima

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

06 Março 2017

Da coluna de Elio Gaspari, jornalista, publicada por Correio do Povo, 04-03-2017:

Ao contrário do que tenta fazer crer, Marcelo Odebrecht nunca foi o bobo da corte, muito menos um otário qualquer. Bem-nascido, bem-educado e bem relacionado, ele deixou-se coroar como o Rei dos Malandros. Se tivesse vivido alguns meses na velha Lapa de Madame Satã, onde Ismael Silva jantava no Capela e o imenso Boi tomava conta da porta do cabaré Novo México, saberia que o Rei dos Malandros era um otário.

Doutor Marcelo nunca teve a competência do avô, faltou-lhe a discrição do pai e chutou o balde de velhos sócios, julgando-se senhor da Justiça baiana. Misturou caixa um com caixa dois e deu inédito formato empresarial a um departamento de propinas.

Como Rei dos Malandros, Marcelo Odebrecht nunca foi um bobo qualquer. Arruinou sua empresa, tisnou seu sobrenome, está na cadeia, mas continua acreditando que os otários são os outros.

Leia mais