País se mobiliza contra absolvição de responsáveis pelo Massacre do Carandiru

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

08 Outubro 2016

Militantes do Levante Popular da Juventude anunciam a realização de um ato em memória das vítimas do Massacre do Carandiru nesta sexta (7), na Praça da Estação. A mobilização, que começa a partir das 17h, faz parte de uma série de protestos em todo o Brasil contra a anulação dos julgamentos de 74 policiais militares acusados do assassinato de 111 presos da casa de detenção na cidade de São Paulo (SP), em 1992.


Massacre aconteceu em 2 de outubro de 1992, após uma rebelião no pavilhão 9 da penitenciária. Foto: Patrícia Santos / Flickr Commons

A reportagem é do Brasil de Fato, 06-10-2016.

A decisão foi tomada na terça-feira (27), pela 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), quando o desembargador Ivan Satori, o revisor do processo Camilo Léllis, e o também desembargador Edison Brandão votaram pela absolvição dos réus, acatando a tese dos advogados dos acusados, que alegavam "legítima defesa".

Eles consideraram também que “não existem provas que demonstrem quais foram os crimes cometidos pelos agentes”. O parecer do trio contraria cinco júris em primeira instância realizados entre 2013 e 2014.

Também participarão das manifestações movimentos populares de São Paulo, Bahia, Rio Grande do Sul e Ceará.

Violência

O massacre aconteceu em 2 de outubro de 1992, após uma rebelião no pavilhão 9 da penitenciária. Segundo nota publicada pelo Levante em sua página oficinal do Facebook, a data representa "um dia engasgado na garganta de homens e mulheres, mães, pais, filhos, amigos, cidadãos comuns, que testemunharam, direta ou indiretamente, a violência, o autoritarismo e o racismo do Estado".