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27 Dezembro 2016

Hoje o  Evangelho nos fala da matança de crianças inocentes ordenada por Herodes. Junto com todos estes santos inocentes são colocadas também todas aquelas crianças anônimas que sofrem a morte. Ao longo do ano de 2012 foram muitos os meninos e as meninas que em diferentes países foram massacrados por interesses políticos.

Crianças que morrem por maus-tratos, prostituição, venda de órgãos.

A Igreja honra como mártires este coro de crianças, vítimas do terrível e sanguinário rei Herodes, arrancadas dos braços de suas mães em tenra idade para escrever com seu próprio sangue a primeira página do livro de ouro dos mártires cristãos e merecer a glória eterna segundo a promessa de Jesus: “Quem perder a vida por amor de mim a encontrará”.

O episódio é narrado somente pelo evangelista Mateus, que se dirigia principalmente aos leitores judeus e portanto tencionava demonstrar a messianidade de Jesus, no qual haviam se realizado as antigas profecias: “Então Herodes, percebendo-se enganado pelos magos, ficou muito irritado e mandou matar, em Belém e no seu território, todos os meninos de dois anos para baixo, conforme o tempo de que havia se certificado com os magos. Então cumpriu-se o que fora dito pelo profeta Jeremias: ‘Ouviu-se uma voz em Ramá, choro e grande lamentação: Raquel chora seus filhos, e não quer consolação, porque não existem mais’ ”.

A origem desta festa é muito antiga. Aparece já no calendário cartaginês do século IV e cem anos mais tarde em Roma no Sacramentário Leonino. Hoje, com a nova reforma litúrgica, a celebração tem caráter jubiloso e não mais de luto como o era antigamente, e isto em sintonia com os simpáticos costumes medievais, que celebravam nesta circunstância a festa dos meninos do coro e do serviço do altar. Entre as curiosas manifestações temos aquela de fazer descer os cônegos dos seus lugares ao canto do versículo: “Depôs os poderosos do trono e exaltou os humildes”.