Serviço Jesuíta para Refugiados propõe campanha para mudar modo de a população latino-americana enxergar migrantes haitianos

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Por: Cesar Sanson | 27 Junho 2012

O Serviço Jesuíta para Refugiados América Latina e Caribe (SJR LAC) junto à Associação Latino-americana de Educação Radiofônica (Aler) lançou nesta semana uma campanha de solidariedade com os migrantes haitianos. A intenção é mudar a forma como a população latino-americana vê os/as migrantes que, pelas péssimas condições políticas e econômicas no Haiti, foram forçados a sair de sua terra em busca de uma vida melhor em outros países da região.

A reportagem é de Natasha Pitts e publicada pela Adital, 26-06-2012.

O Serviço Jesuíta para Refugiados e a Aler afirmam que o Haiti é pouco conhecido pela população em geral e que apenas após o forte terremoto de 12 de janeiro de 2010 voltou a ser comentado, mas sempre como "o país mais pobre das Américas”.

Em âmbito internacional, depois do terremoto, o Haiti passou a ser o centro das preocupações, foi inúmeras vezes noticiado nos meios comunicação mundiais e recebeu a solidariedade de nações que abriram as portas para a regularização migratória de haitianos e haitianas em seus territórios. Contudo, o tempo passou e as ações concretas foram diminuindo até desaparecer, como apontam SJR e Aler.

Pensando nisso, a campanha "Nós também temos dignidade e direitos como você” quer resgatar todo o espírito solidário com uma população que ainda precisa ser apoiada para que possa voltar a caminhar com os próprios pés e a ser a protagonista da reconstrução de seu país. SRJ e Aler vão fazer isso por meio de seis spots de rádio, quatro micro-programas e vários artigos sobre o tema.

Especificamente, a campanha quer cumprir quatro objetivos. O primeiro é mostrar a história do Haiti, suas vitórias, as principais ondas migratórias e conversar sobre a situação pós-terremoto. Também quer chamar os/as ouvintes a enxergar os fluxos migratórios haitianos como forçados, em virtude da situação sócio-econômica do país que se agravou após o terremoto.

Outro objetivo é mostrar a situação de vulnerabilidade enfrentada pelos migrantes forçados por conta da ausência de instrumentos internacionais de proteção aos deslocados por causas meio-ambientais. Por fim, a campanha também deseja reclamar aos governos da AL e Caribe e aos organismos internacionais como Organização dos Estados Americanos (OEA) e União das Nações Sul-americanas (Unasul), que abordem a problemática de maneira regional para se chegar a soluções efetivas e duradouras.

Com promoção destas informações SJR e Aler querem tocar "mentes e corações” de governos, grupos e sociedade civil e apresentar outro Haiti, não o "país mais pobre das Américas”, mas sim um país que resistiu a catástrofes naturais, um "país de esperanças” e que é formado por pessoas trabalhadoras e que amam a vida.

Para baixar os spots de rádio e os micro-programas, acesse: http://sjrlac.org/ http://sjrlac.org/ e para mais informações escreva para: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..