Nas periferias brasileiras, 43,8 por cento das mulheres já sofreram assédio no transporte

Mais Lidos

  • Conhecer Jesus. Artigo de Eduardo Hoornaert

    LER MAIS
  • Freira de 82 anos é morta em convento brasileiro

    LER MAIS
  • Para o pesquisador e membro do coletivo Aceleracionismo Amazônico, é necessário repensar radicalmente as possibilidades políticas tributárias de um paradigma prenhe de vícios modernos

    Pensar de modo abolicionista produz uma ética da generosidade. Entrevista especial com Bräulio Marques Rodrigues

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Jonas | 14 Agosto 2014

Nas periferias brasileiras, 43,8 por cento das mulheres já foram vítimas de algum tipo de assédio enquanto utilizavam o transporte público. Os números estão em um relatório elaborado pela organização humanitária ActionAid, que ouviu 306 mulheres, entre setembro e outubro de 2013, em comunidades dos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Pernambuco e Rio Grande do Norte.

A reportagem é publicada por Pulsar Brasil, 13-08-2014.

Das 50 moradoras de Heliópolis, na capital paulista, entrevistadas na pesquisa, todas afirmaram já ter sofrido assédio no transporte coletivo. No Complexo da Maré, zona norte do Rio, a média atinge os 66 por cento. Segundo o levantamento, a maioria das mulheres adota, em seu cotidiano, medidas para tentar impedir o abuso: 71 por cento delas declararam, por exemplo, evitar sentar no fundo do ônibus.

O tempo de espera pelo transporte foi citado como fator de aumento da insegurança por quase oito entre cada dez entrevistadas. A maior parte aguarda até 50 minutos pela chegada da condução.

O transporte público não foi o único serviço analisado pelo estudo. Outros, como educação, moradia, iluminação e policiamento também foram questionados pelos pesquisadores. Em relação ao policiamento, pouco mais da metade das mulheres disse já ter sido alvo de assédio praticado por policiais – em uma comunidade em Pernambuco, o número chega a 84 por cento.

O relatório integra a campanha Cidades Seguras para as Mulheres, promovida pela ActionAid e apoiada por organizações feministas, como a Marcha Mundial das Mulheres (MMM) e Associação de Mulheres Brasileiras (AMB). A ação foi lançada na última sexta-feira (8), durante a abertura do Fórum Nacional de Reforma Urbana, que ocorreu na Câmara Municipal do Rio de Janeiro.