“O pastor que não está a serviço da comunidade não faz bem”, afirma o Papa

Mais Lidos

  • Lula, sua última eleição e seus demônios. Artigo de Antonio Martins

    LER MAIS
  • Vozes de Emaús: Movimento Fé e Política faz história. Artigo de Frei Betto e Claudio Ribeiro

    LER MAIS
  • Parte do Sul Global, incluindo o Brasil, defende que países desenvolvidos abandonem os combustíveis fósseis primeiro. Para Martí Orta, não há espaço para ritmos nacionais distintos na eliminação de petróleo, gás e carvão. O pesquisador afirma que a abertura de novos projetos de exploração ignora os limites definidos pela ciência

    Cancelar contratos fósseis. Não ‘há tempo’ para transição em diferentes velocidades. Entrevista com Martí Orta

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Por: Jonas | 27 Março 2014

“Um sacerdote que não está a serviço de sua comunidade não faz bem. Está mal”. Foi o que disse o papa Francisco, durante a audiência geral, na Praça São Pedro. Hoje, a catequese foi dedicada à ordem, continuando a série sobre os Sacramentos.

 
Fonte: http://goo.gl/41zosB  

A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada por Vatican Insider, 26-03-2014. A tradução é do Cepat.

Batismo, Confirmação e Eucaristia “constituem juntos o mistério da iniciação cristã, um único grande evento de graça que nos regenera em Cristo”, explicou Bergoglio. “E, depois, há dois Sacramentos que correspondem a duas vocações específicas: trata-se da Ordem e do Matrimônio. Eles constituem dois grandes caminhos por meio dos quais o cristão pode fazer da própria vida um dom de amor, sobre o exemplo e em nome de Cristo, e assim cooperar na edificação da Igreja”.

Referindo-se ao sacramento da Ordem, o Santo Padre disse que é de ajuda aos ministros ordenados amar apaixonadamente a Igreja, dedicando todo seu ser e seu amor à comunidade, que não devem considerá-la de sua propriedade, mas do Senhor. Em relação à Ordem, marcada nos três graus: episcopado, presbiterado e diaconato, Francisco apontou que quando não se nutre o “exercício do ministério ordenado com a oração, a escuta da Palavra, a celebração cotidiana da Eucaristia e a recepção frequente do sacramento da Penitência, acaba-se perdendo o sentido autêntico do próprio serviço e a alegria que deriva de uma profunda comunhão com o Senhor”. Ao final de sua catequese, o Papa pediu a todos para rezar pelos ministros ordenados de sua Igreja, “em particular por aqueles que estão em dificuldade ou que necessitam recuperar o valor e o frescor de sua vocação”.

“Todos os que são ordenados – disse o Papa – são postos à cabeça da comunidade. Estão “à cabeça”, sim, mas para Jesus significa colocar a própria autoridade a serviço, como ele mesmo demonstrou e ensinou aos discípulos, com estas palavras: “Vocês sabem que os governantes das nações dominam sobre elas e os chefes as oprimem. Entre vocês não deve ser assim; quem quiser ser grande entre vocês, seja o servidor, e quem quiser ser o primeiro entre vocês, seja o seu escravo. Como o Filho do homem, que não veio para ser servido, mas para servir e dar a própria vida para resgatar a muitos”.

“Um bispo que não está a serviço da comunidade, não faz bem. Um sacerdote que não está a serviço de sua comunidade, não faz bem”, enfatizou Francisco. “Está mal”. Em segundo lugar, “por força da ordem, o ministro dedica tudo de si mesmo à própria comunidade e para amá-la com todo o coração: é a sua família. O bispo e o sacerdote amam a Igreja em sua comunidade e a amam com força. Como? Como Cristo ama a Igreja. O mesmo diria São Paulo sobre o matrimônio: o esposo ama a sua esposa como Cristo ama a Igreja. É um grande mistério de amor. Os dois sacramentos, do ministério e do matrimônio, são a via pela qual as pessoas normalmente caminham para o Senhor”.

O terceiro aspecto que o Papa explicou: “quando não se alimenta o ministério, o ministério do bispo, o ministério do sacerdote, com a oração, escutando a Palavra de Deus, e com a celebração cotidiana da eucaristia e também com a frequência ao sacramento da penitência, acaba se perdendo de vista, inevitavelmente, o sentido autêntico do próprio serviço e a alegria que deriva de uma profunda comunhão com Jesus. O bispo que não reza, o bispo que não escuta a Palavra de Deus, que não celebra todos os dias, que não se confessa regularmente, e o próprio sacerdote que não faz estas coisas, perdem, a longo prazo, a união com Jesus e eles – destacou o Papa argentino – convertem-se em uma mediocridade que não faz nenhum bem à Igreja. Por este motivo, devemos ajudar os bispos e sacerdotes para que rezem, para que escutem a Palavra de Deus, que é o alimento cotidiano, para que celebrem todos os dias a eucaristia e se confessem rotineiramente. E isto é muito importante porque está em jogo justamente a santificação dos bispos e dos sacerdotes”.

O Papa concluiu: “Como se deve proceder para se tornar um sacerdote? Onde são vendidas as entradas? Não, não são vendidas. Esta é uma iniciativa que o Senhor toma. O Senhor chama. Chama a cada um que dos que deseja que se tornem sacerdotes. Talvez haja alguns jovens, aqui, que sentiram em seus corações este chamado. O desejo de se tornar sacerdote, o desejo de servir aos demais nas coisas que deriva de Deus. O desejo de estar a vida toda a serviço para catequizar, batizar, perdoar, celebrar a eucaristia, cuidar dos enfermos... Mas, toda a vida! Se alguém de vocês sentiu isto no coração, foi Jesus quem o colocou aí! Cuidem deste convite e rezem para que cresça e dê o fruto em toda a Igreja”.