Igreja australiana reconhece seu fracasso em seu ''dever moral'' com relação aos abusos

Mais Lidos

  • O manifesto perturbador da Palantir recebe uma enxurrada de críticas: algo entre o tecnofascismo e um vilão de James Bond

    LER MAIS
  • A socióloga traz um debate importante sobre como as políticas interferem no direito de existir dessas pessoas e o quanto os movimentos feministas importam na luta contra preconceitos e assassinatos

    Feminicídio, lesbocídio e transfeminicídio: a face obscura da extrema-direita que viabiliza a agressão. Entrevista especial com Analba Brazão Teixeira

    LER MAIS
  • ​Economista e jesuíta francês ministra videoconferência nesta terça-feira, 28-04-2026, em evento promovido pela Comissão para Ecologia Integral e Mineração da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), em parceria com Instituto Humanitas Unisinos – IHU

    Gaël Giraud no IHU: Reabilitar os bens comuns é uma resposta política, social, jurídica e espiritual às crises ecológicas e das democracias

    LER MAIS

Revista ihu on-line

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

25 Março 2014

A Igreja Católica da Austrália reconheceu que fracassou em sua "responsabilidade moral" em relação a uma vítima de abuso sexual infantil durante um processo judicial no qual ela negou que tais maus tratos haviam ocorrido, apesar de ter provas em contrário.

A reportagem é de Dan Box, publicada no jornal The WeekendAustralian, 21-03-2014. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Depondo na manhã do dia 21 à Comissão Real para Respostas Institucionais ao Abuso Sexual de Crianças, o secretário particular do cardeal George Pell, Michael Casey, disse que essa era "uma posição que não deveríamos ter tomado".

Casey disse que a arquidiocese de Sydney continuou negando no tribunal que o abuso ocorreu, mesmo depois de ter recebido provas de uma segunda vítima que também tinha sido abusada pelo mesmo padre, Aidan Duggan.

A primeira vítima, John Ellis, acabou perdendo o seu caso em 2007, em uma decisão que os advogados da Igreja descreveram como um ato que forneceu "uma significativa proteção para o cardeal e conselheiros" contra outras denúncias semelhantes movidas por vítimas de abuso.

Casey disse que a Igreja tinha fracasso em sua "responsabilidade moral" e "poderia ter trazido muito mais compaixão" durante o tratamento do caso de Ellis.

A decisão de instruir os advogados a continuar negando o fato do abuso de Ellis, mesmo depois de receber provas corroborativas em separado, não é necessariamente a que teria sido tomada pelo cardeal Pell, disse.

"Esses passos ordinários (no processo legal) não teriam sido dados pelo cardeal em cada caso", disse ele à comissão.