Amazônia sequestra mais carbono do que emite, afirma NASA

Mais Lidos

  • Comissão teológica do Vaticano define 'pecado contra a criação e o Criador' em novo documento

    LER MAIS
  • Entre inteligência artificial, cosmopolítica e novas ecologias do valor, pensador propõe reinventar as infraestruturas que organizam nossos desejos e reabrir a imaginação para outros futuros possíveis

    “Nervos pra fora!” Comunismo ácido recarregado. Entrevista especial com Erik Bordeleau

    LER MAIS
  • Ciclo de Estudos sobre a teologia da encarnação profunda, promovido pelo Instituto Humanitas Unisinos – IHU, inicia nesta terça-feira, 08-09-2026, às 10h

    Encarnação profunda (deep incarnation): o mistério de Cristo num mundo evolutivo e em transformação climática

    LER MAIS

Assine a Newsletter

Receba as notícias e atualizações do Instituto Humanitas Unisinos – IHU em primeira mão. Junte-se a nós!

Conheça nossa Política de Privacidade.

Revista ihu on-line

Aceleracionismo Amazônico

Edição: 559

Leia mais

Natal. A poesia mística do Menino Deus no Brasil profundo

Edição: 558

Leia mais

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

21 Março 2014

Apesar de parecer óbvio que uma floresta sequestra carbono ao passo que cresce, pesquisas anteriores questionavam se eventos naturais de mortalidade das árvores resultariam, no balanço geral, em uma emissão maior do que a absorção de gases do efeito estufa (GEEs).

A reportagem é de Fabiano Ávila, publicada no sítio CarbonoBrasil, 19-03-2014.

Em um estudo que levou sete anos para ser elaborado, a Administração Nacional da Aeronáutica e do Espaço dos Estados Unidos (NASA) chegou à conclusão que, considerando apenas critérios naturais, a Floresta Amazônica é mesmo um ecossistema absorvedor de carbono.

Apesar de parecer óbvio que uma floresta sequestra carbono ao passo que cresce, pesquisas anteriores questionavam se eventos naturais de mortalidade das árvores resultariam, no balanço geral, em uma emissão maior do que a absorção de gases do efeito estufa (GEEs).

O estudo da NASA desmente esse temor com relação à Amazônia, mas vale ressaltar que não foram levados em conta dados sobre o desmatamento provocado por atividades humanas.

O trabalho, publicado no periódico Nature Communications, é o primeiro a mensurar o ciclo de carbono em toda a Floresta Amazônica, sendo que para conseguir isso foi realizada a contabilização da morte de árvores por causas naturais.

Utilizando técnicas desenvolvidas especificamente para este estudo, foram analisadas imagens de satélite e outros dados para concluir que a morte de árvores na Amazônia libera para a atmosfera 1,9 bilhão de toneladas de carbono por ano, uma quantia que é superada pela absorção da floresta.

“Descobrimos que grandes distúrbios naturais resultam apenas em pequenos efeitos no ciclo do carbono na Amazônia”, afirmou Sassan Saatchi, coautor do estudo.

A ideia para a pesquisa surgiu em 2006, em um workshop no qual cientistas de diversas nacionalidades sugeriram que os satélites da NASA poderiam ser úteis para melhorar o entendimento do ciclo do carbono na Amazônia. Isso porque, sem esse tipo de recurso, a avaliação do carbono florestal era feita em pequenas áreas e então extrapolada para regiões maiores, o que muitos questionavam poder resultar em distorções.

Ao todo 22 pesquisadores de cinco países trabalharam no estudo, observando a morte de árvores na Amazônia por todas as causas naturais possíveis – de grandes derrubadas causadas por tempestades a simples mortes devido à idade.

A EMBRAPA, o INPE e o INPA também contribuíram para a pesquisa.