Maior geleira da Groenlândia está derretendo em velocidade recorde

Mais Lidos

  • Em vez de as transformações tecnológicas trazerem mais liberdade aos humanos, colocou-os em uma situação de precarização radical do trabalho e adoecimento psicológico

    Tecnofascismo: do rádio de pilha nazista às redes antissociais, a monstruosa transformação humana. Entrevista especial com Vinício Carrilho Martinez

    LER MAIS
  • A Espiritualidade do Advento. Artigo de Alvim Aran

    LER MAIS
  • Desatai o futuro! Comentário de Adroaldo Palaoro

    LER MAIS

Revista ihu on-line

O veneno automático e infinito do ódio e suas atualizações no século XXI

Edição: 557

Leia mais

Um caleidoscópio chamado Rio Grande do Sul

Edição: 556

Leia mais

Entre códigos e consciência: desafios da IA

Edição: 555

Leia mais

11 Fevereiro 2014

 

Geleira de Jakobshavn Isbræ está se deslocando a uma velocidade de 46 metros por dia. Foto: Climate News Network

A geleira de Jakobshavn Isbræ, de onde imagina-se que tenha originado o iceberg que afundou o navio Titanic, em 1912, está perdendo gelo cerca de três vezes mais rapidamente do que em 1990, sugere um novo estudo publicado no periódico The Cryosphere.

A reportagem é de Jéssica Lipinski, originalmente publicada no CarbonoBrasil e reproduzida pelo portal Envolverde, 10-02-2014.

O movimento do gelo escorrendo para o oceano, o que costuma ocorrer no formato de icebergs, é um fenômeno normal das geleiras, mas de 2005 em diante começou a se observar que ele está cada vez mais rápido.

A pesquisa afirma que, em apenas um ano, o movimento foi de mais de 17 quilômetros, uma média de 46 metros por dia, e ainda mais do que isso no verão. Pode não parecer muito, mas é um ritmo que os cientistas afirmam ser o mais rápido já registrado para qualquer geleira na Groenlândia e na Antártida.

Para os pesquisadores, a notícia é alarmante, pois o aumento na velocidade em que a geleira diminui ajuda a contribuir para a elevação no nível do mar.“À medida que a parte da frente da geleira avança, ela perde gelo – o gelo da frente é que contém o fluxo total –, causando a aceleração” observou Ian Joughin, pesquisador do Centro de Ciência Polar da Universidade de Washington e principal autor do trabalho, em uma declaração.

E as estimativas podem ser ainda piores, pois os cientistas acreditam que, embora nos meses de inverno o ritmo de perda de gelo diminua, a geleira está instável, o que significa que com o passar dos anos o fluxo de verão deve continuar a aumentar.

“Sabemos que de 2000 a 2010 essa geleira sozinha aumentou o nível do mar em cerca de um milímetro. Com a velocidade adicional, ela provavelmente contribuirá um pouco mais do que isso na próxima década”, comentou Joughin.

Atualmente, a Jakobshavn Isbræ é a geleira que mais contribui para a elevação do nível do mar, com até 4% do total global. “No final da análise, quando olhamos para os resultados da análise de tendências, ficamos surpresos de observar tal declínio dramático do gelo durante um período de apenas 20 anos”, comentou Cristina Surdu, da Universidade de Waterloo, no Canadá, uma das autoras da pesquisa.